UPPE-Sindicato acompanha os desdobramentos educacionais da Rede Pública Estadual

Acompanhamos a LIVE, na qual se relata o quadro de defasagem em que se encontra o Sistema Público de Ensino do estado do Rio de Janeiro, herdeiro de gestões que não investiram na devida atualização da estrutura e da infraestrutura da Rede, bem como a progressiva desvalorização da carreira do Magistério, que afeta diretamente, não só a qualidade de vida desta classe profissional, como a limita no seu direito pessoal de investimento em capacitação.

A presente atuação da Seeduc em relação às propostas técnico-pedagógicas para enfrentar este período de Pandemia atestam esta situação e portanto, as dificuldades encontradas nas limitações que o sistema apresenta.

Não obstante, identificamos que a UPPE – Sindicato tem, permanentemente, cobrado das autoridades, ao longo das gestões públicas, que tal situação seja observada e que, efetivamente, as medidas sejam adotadas para a superação das limitações que se apresentam.

Diante do exposto, reforçamos nosso reconhecimento à valorosa classe do Magistério Público Estadual (da qual somos os representantes : docentes e especialistas em educação) que tem se mostrado, como sempre, colaboradora e capaz , mesmo frente a tantos desafios.

O importante é identificarmos que tal “quadro” reflete o fato que sempre pontuamos e cobramos dos governantes: EDUCAÇÃO PRECISA E DEVE SER ENCARADA COMO PRIORIDADE !

_____________________________________________________________________

Em debate promovido pelo deputado estadual Welberth Rezende, através de live no Facebook, na noite de quinta-feira (21/5) ,o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, reafirmou a continuidade das políticas educacionais promovidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), durante a pandemia do novo coranavírus (Covid-19). A live também contou com participação do secretário de governo de Niterói, Comte Bittencourt, ex-deputado que presidiu a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante o debate, o secretário estadual de Educação destacou, novamente, a continuidade e a atuação da Seeduc na plataforma de educação a distância (EAD) para a continuidade do ano letivo, na Rede Estadual de Ensino. O chefe da pasta descartou qualquer possibilidade de suspensão do ano letivo.

Outro ponto levantado por Pedro Fernandes, foi acerca da preocupação com os alunos do último ano do Ensino Médio. Segundo ele, esses estudantes terão prioridade no retorno às aulas. “Esses alunos estão se formando, farão Enem, precisam dessa formação para entrar no mercado de trabalho ou ingressar em uma faculdade”, afirmou.

Sobre o acesso à plataforma, de acordo com o secretário, em média, 85% dos alunos do ensino médio estão tendo acesso ao conteúdo digital. Contudo, segundo ele, a realidade muda nas séries de fundamental, chegando a uma média de 55% a 60% de acesso. Já entre os professores, a média é de 95% de acesso.

Chips de internet

O chefe da pasta ressaltou que houve licitação para a escolha da operadora, mas não houve um acordo entre o Governo do Estado e a empresa. No início das atividas EAD, foi anunciado que alunos e professores  receberiam um chip de internet para facilitar o acesso. Até o momento , não há nenhuma previsão de que o envio de chips acontecerá, de fato.

Ex-presidente da Comissão de Educação da Alerj descarta a necessidade de suspensão do ano letivo 

O secretário municipal de governo de Niterói, Comte Bittencourt, criticou a tentativa de suspensão de ano letivo na rede estadual. A seu ver, a pandemia é um desafio para a ciência e para a humanidade.  “Grande parte desse desafio é a questão do acesso (às plataformas de informação) ,que já deveria ter sido sanado pelo Estado”, frisou.

Para o ex-presidente da Comissão de Educação, atualmente, a sociedade possui uma escola do século XX com alunos do século XXI.  ” A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) já estabelece a tecnologia como ferramenta fundamental para o desenvolvimento da Educação”, assinalou.

O ex-parlamentar criticou a tentativa de suspensão do ano letivo. “Como vai se negar a uma geração um ano de ensino. Essa é a realidade de muitos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Nenhum país suspendeu seu ano letivo por conta da pandemia”, afirnou.  Ele destacou a atuação dos professores, durante a pandemia. “Temos que aplaudir os educadores, pois estão se desdobrando. Alguns não tinham nenhuma experiência com essas ferramentas e hoje estão dando aulas remotas, se preparando para essa modalidade e se adaptando à  questão do conteúdo, metodologia e a dinâmica que são muito diferentes de uma aula presencial”, salientou.
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *