UPPES participa de debate sobre ideologia de gênero no currículo escolar

Sindicato participou da última audiência pública sobre o Plano Municipal de Educação de Niterói

      Com a plenária principal da Câmara dos Vereadores de Niterói lotada, a presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, destacou, na quarta-feira (06/7), a importância do debate promovido pela câmara, em conjunto com Secretaria e Fundação Municipal de Educação e a responsabilidade dos vereadores em retirar a “ideologia de gênero” do Plano Municipal de Educação (PME). Uma vez que tal meta foi vetada pelo Congresso Nacional durante a votação do Plano Nacional de Educação. “Os vereadores são os responsáveis pela elaboração, aprovação e cumprimento das leis, portanto não poderão aprovar algo que foi vetado pelo congresso. Não é compreensivo que o Ministério da Educação repasse tais diretrizes aos municípios. Leis existem para serem cumpridas”, afirmou.

    A sindicalista, mais uma vez, aproveitou o espaço para destacar a grave situação dos professores. “Nossos professores estão extremamente desvalorizados. Ninguém mais quer seguir a carreira docente, atualmente. Não há prioridade para a Educação, tampouco valorização do magistério. Nossos aposentados não recebem seus proventos adequadamente. Não tem sequer recursos para comprar medicamentos. Como querem colocar um assunto tão complexo sob a responsabilidade dos professores?”, frisou. A educadora encerrou seu discurso solicitando aos vereadores do município que vetem o conteúdo de ideologia de gênero no PME. “Solicitamos aos vereadores que, assim como no Congresso, seja expurgada a ideologia de gênero do PME”, assinalou.

    Também representando a UPPES, a professora Luciane Lobo de Azevedo, destacou a complexidade do assunto e assinalou que qualquer tipo de discriminação deve ser repudiada. No entanto, não deve haver destaque especial para uma em específico. “Nós devemos combater qualquer tipo de discriminação, violência física e simbólica dentro e fora das escolas. Precisamos conviver e respeitar as diferenças, seja ela qual for”, salientou. Segundo ela, o preconceito não pode servir de pretexto para inserir questões de orientação sexual nas escolas, conforme consta na meta que trata especificamente desta questão no PME. “Não se pode afirmar que o gênero se constrói socialmente ao longo da vida. Não é possível trabalhar tais conceitos com crianças, como por exemplo, que meninos não são meninos, que seriam seres neutros. Isso é absurdo”.

    A professora afirmou que é a favor das temáticas de direitos humanos e sociais em todos os níveis de ensino, porém, ela acredita que escola seja o espaço de formação e de fomento da realidade e não de doutrinação dos alunos com ideologias. “A escola tem o papel de desenvolver a maturidade intelectual e não a desconstrução ou neutralização das características biológicas dos estudantes. A família e a escola devem estar em sintonia, pois representam as instituições fundamentais da sociedade e, portanto, devem se complementar e não estarem em contradição”, afirmou.

    A audiência foi presidida pelo vereador Paulo Henrique da Silva e contou com a participação das diretoras da UPPES: Eliane da Costa Seabra, Vanença de Souza Moraes, Neuza Caldas Maia, Abigail Rosa Amin, bem como a secretária geral, Lucinda Bezerra de Menezes e a secretária Sônia Sardela. O debate também contou com a participação da secretária municipal de Educação,Flávia Monteiro, além de vereadores, professores, pais de alunos e representantes do executivo municipal. Também participaram da audiência, a psicóloga Marisa Lobo, o presidente da Comissão da família da OAB-Niterói, Dr. Michel Saad e o consultor jurídico Zenóbio Fonseca.

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