Presidente da UPPES analisa proposta de migração de professores de 16h para 30h e aguarda mais detalhes da Seeduc

Ao tomar conhecimento da proposta da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) sobre a possibilidade de migração de professores 16 horas para 30 horas semanais, a presidente da União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES), Teresinha Machado da Silva, demonstrou preocupação com o tema. A educadora afirmou que espera da Seeduc mais detalhes sobre a proposta, sobretudo, no que diz respeito ao Plano de Carreira do Magistério.

Em entrevista ao jornal O Dia, na Coluna do servidor, hoje (20/6), o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, afirmou que o projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). (Clique aqui e leia matéria) Em live realizada no dia nove deste mês, o chefe da pasta anunciou a medida com o objetivo de suprir carências na Rede Estadual de Ensino.

Na visão da presidente da UPPE-Sindicato, tal processo deve ser elaborado com muita diligência para que não haja nenhum prejuízo por parte do professorado fluminense. “A medida precisa ser muito bem explicada e detalhada, pois o professor precisa ter assegurado seus direitos garantidos pelo Plano de Carreira do Magistério. Aguardamos mais detalhes por parte da Seeduc. É importante para o educador se manter seguro, caso opte ou não pela migração da carga horária”, salientou.

A professora ressaltou que aguarda do governo uma comunicação da recomposição salarial dos professores. “Os educadores estão, há seis anos, sem nenhum tipo de recomposição, nem mesmo pela inflação. O salário do magistério está muito defasado. Países que quiseram melhorar investiram em educação e, principalmente, no salário do professor”, afirmou.

Ela, que também é advogada, afirmou que essa migração já foi tentada em outras gestões e esbarrou em questões legais inerentes ao Plano de Carreira do Magistério. “Outras gestões tentaram elaborar essa medida, mas encontraram dificuldades em fazer cumprir o Plano de Carreira, pois é necessário que faça o encaixe do professor na nova carga horária, mantendo suas referências (nível) já conquistadas. Acreditamos que alguns educadores possam aceitar, devido à questão salarial, mas muitos outros não optarão, pois atuam em outras esferas como o ensino municipal e privado, tendo seu planejamento pessoal de trabalho”, frisou.

A presidente da UPPES, mais uma vez, assinalou a questão salarial do magistério como o passo mais importante para suprir demandas na rede. “Temos de pensar na valorização docente, salários dignos. A carreira só voltará a ser atrativa quando valorizarmos o professor, esse é o primeiro passo para resolver o problema das carências no sistema público de ensino. Nós temos essa experiência, pois somos educadores e lidamos diretamente com os professores e sabemos das suas necessidades e anseios. Quando reivindicamos valorização salarial e investimentos em educação, estamos pensando no bem do país e da nossa sociedade como um todo”.

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