Artigo da Presidente – Educação para informar e formar

Teresinha Machado da Silva – presidente da UPPE-Sindicato

Ano de eleições é um ano em que temos a oportunidade de tomar melhores decisões ao escolhermos quem representará o nosso município. Muito se fala sobre a necessidade de melhoria do quadro político brasileiro  com a escolha de pessoal qualificado. Todavia, consideramos que a grande reforma política só ocorrerá quando os candidatos e o povo brasileiro acordarem para a necessidade de melhoria do sistema educacional, que permitirá uma sociedade politizada e mais consciente de suas escolhas.

Não se pode negar que é a educação, associada ao trabalho que proporciona maiores oportunidades aos cidadãos. É ela que ensina a planejar o serviço  público para que melhor se aproveite o dinheiro dos impostos, adequando-o à saúde, à segurança, à educação e a toda infraestrutura, entre outros deveres do Estado. Nenhuma nação conseguiu um nível de desenvolvimento econômico e social elevado que não fosse precedido de uma boa educação.

A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 205, estabelece que a educação é um direito de todos os brasileiros e que sua garantia é obrigação do Estado, o qual tem o dever de criar políticas públicas igualitárias e universais que garantam o acesso dos cidadãos aos serviços educacionais.  No entanto, os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que nos últimos 10 anos o desempenho médio do Brasil foi e ainda é um dos piores, ficando sempre abaixo da média obtida pelos países participantes do programa.

A situação descrita pode ser explicada pela existência de gastos desnecessários, advindos de atos corruptos e da má gestão praticados por gestores na execução de políticas públicas. Esse cenário sugere que a corrupção acarreta sérios prejuízos para a educação pública brasileira. Trata-se de um fenômeno que afeta diretamente a vida das pessoas, reduzindo investimentos públicos em áreas essenciais.

Nos últimos anos, o Brasil tem sido palco de inúmeros escândalos de corrupção. Uma das áreas mais afetadas pela falta de investimentos e gestão é a educação, onde o país ocupa posições muito aquém do desejável.

No último dia 28 de agosto, o governador do Estado do Rio de Janeiro foi afastado, o que evoca três décadas de sucessões desastrosas, sendo o sexto governador investigado por corrupção. Melhorar a educação e eliminar a corrupção não é uma tarefa simples. Urge a necessidade de maior responsabilidade em relação ao emprego do dinheiro público, sobretudo para a melhoria dessas áreas essenciais para o país. No que diz respeito ao ensino público, esse sofre grave crise em todos as modalidades. Na origem dessa crise está o desprestígio da profissão de educador, face, entre outros aspectos, aos baixíssimos salários.

Temos lutado, durante muitos anos, pela valorização da categoria do magistério, a qual deveria ser considerada a mais importante do país. Contudo, torna-se difícil perceber, claramente, a expectativa dos governadores e prefeitos, uma vez que se mostram, de modo geral, descompromissados com a educação, quando esta área deveria ser alvo de prioridade e prestigiada por ser o pilar do desenvolvimento de um país.

Está na hora de selecionarmos pessoas sérias e honestas para ocupar cargos públicos de relevância.

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