Alerj: UPPES participa de audiência sobre violência nas escolas

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, debateu, na última quarta-feira (8/5), o problema da violência nas escolas. A audiência pública contou com a participação de educadores, representantes do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Polícia Militar e diretores de escolas. Representando a UPPE-Sindicato, o diretor de Relações Públicas e Divulgação, Raymundo Nery Stelling Junior, ressaltou a importância de resgatar o prestígio da imagem do professor perante a sociedade.

Segundo ele, a desvalorização da profissão tem levado a categoria a inúmeros prejuízos, dentre eles, a questão da violência. “A nossa intervenção é muito no sentido da importância de se restaurar a figura do professor. Temos percebido, recorrentemente, ao longo dos últimos decênios, a queda muito grande na visão com a qual os alunos têm de seus professores. São pessoas valorosas (os professores), mas eles notam que o professor, por mais valoroso que seja, não valorizado no ponto de vista profissional e isso, evidentemente, afeta muito essa relação”, afirmou.

Durante seu pronunciamento, o sindicalista destacou o papel dos educadores no processo de formação da sociedade e na construção da cidadania e lembrou fatos marcantes da carreira docente. “Eu sou de um tempo, que tínhamos uma admiração profunda por nossos professores e a sociedade os olhava com esse respeito”, assinalou.

De acordo com o educador, é necessário que todos se empenhem na busca pela valorização da Educação como um todo e isso começa no reconhecimento do professor. “O magistério é um grupo muito valoroso e continua a lutar em todas as escolas, todas as frentes e não é fácil. As pessoas que estão na ponta com esse grupo de cidadãos que se formam, são crianças e jovens. Vamos tentar restabelecer essa dignidade que o professor merece. Porque esses serão mais um dos passos que os jovens começarão a ver nessas lideranças sadias e com eles querem construir conhecimentos e transformar o mundo”, frisou.

Dados da Pesquisa de Saúde Escolar (PenSe) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2015, apontam que 12% dos alunos já sofreram ferimentos no ambiente escolar e 14% deixaram de estudar por causa da violência. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou, em 2013, que 100 mil professores dos ensinos médio e fundamental foram vítimas de agressões físicas ou verbais, uma vez por semana nas escolas brasileiras.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Flávio Serafini, afirmou que irá encaminhar à Secretaria de Estado de Educação uma solicitação mais detalhada acerca dos dados relativos ao tema da audiência pública, que contou também com a participação dos deputados: Waldeck Carneiro e Renan Ferreirinha.

 

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