Alerj: Representante da UPPES defende valorização e garantia dos direitos do magistério em audiência pública

A oferta de vagas na Rede Estadual de Ensino e a situação da educação estadual foram o tema da audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na última quarta-feira (21/08).O debate, contou com a participação do secretário Estadual de Educação, Pedro Fernandes, que apresentou a situação da rede e as políticas educacionais da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Representando a UPPE-Sindicato, diretor de Relações Públicas e Divulgação, Raymundo Nery Stelling Junior, destacou a situação do magistério público e enfatizou a necessidade da valorização da categoria e respeito aos direitos conquistados.

De acordo com o sindicalista, as políticas de infraestrutura e implementações tecnológicas são importantes, desde que, antes de tudo, haja valorização do professor. Segundo ele, há uma necessidade urgente de recomposição salarial. “Estamos aqui, hoje, para discutirmos colocações de interesses prioritários para definirmos um futuro que, na verdade, é um passado, devido a toda circunstância de caos que envolve nosso ensino estadual. Evidentemente  que saldamos qualquer iniciativa que venha melhorar a infraestrutura da rede. Sabemos que isso é fundamental para a qualidade de ensino para os alunos e todos os profissionais envolvidos. No entanto, temos que lembrar que os educadores estão, há muito tempo, com seus salários defasados. Quando falamos em mudanças, temos que lembrar daqueles que estão na ponta dessas mudanças e se encontram nas escolas”, assinalou.

O diretor da UPPES ressaltou o descumprimento das leis por parte do Estado. “Recentemente, um decreto do governo do estado queria subtrair o artigo 29 do Plano de Carreira do Magistério, o qual trata da progressão de carreira docente”, afirmou.  Segundo ele, outro ponto a se refletir é a realocação de alunos e turnos escolares. “Ficamos a pensar o seguinte: é evidente que a demanda é muito grande, falamos de uma população de profissionais e alunos muito numerosa  e em contextos diversos. Quando o secretário coloca a questão de priorizar o turno diurno, isso nós vemos realmente de forma alvissareira, pois o período noturno traz uma série de situações, inclusive de segurança e sem contar que a mobilidade de alunos em determinadas áreas, além de sacrificante, pode resultar em perigo maior”, frisou.

Dentre os planejamentos apresentados pelo secretário de educação, está o número máximo de alunos em sala de aula, que seria de 38 alunos. De acordo com o professor Raymundo Nery Stelling Junior, tal medida tem sido bem vista pelo sindicato. “A questão das turmas com limite máximo de 38 alunos, também vemos com bons olhos, pois sabemos perfeitamente que turmas com mais de 50 alunos não podem trazer um bom resultado acadêmico, muito embora todo esmero e dedicação que nosso professorado tenha”, afirmou.

No início do ano letivo, houve uma crise de vagas na rede estadual, havia a estimativa de que 20 mil alunos ficariam fora da escola por falta de vagas . Segundo o Secretário de Educação, todas as carências foram supridas, devido a ampliação na oferta de matrículas que foi tomada como prioridade pela Secretaria. O chefe da pasta anunciou que há um planejamento de 45 novas unidades a serem inauguradas até 2020. “Já suprimos toda a carência de vagas nas matrículas, é importante ressaltar que os dois primeiros meses são críticos, mas a gente vai poder fazer não só a inauguração de novas escolas, como também a ampliação de outras unidades educacionais para suprir a carência no estado”, ressaltou.

Presidida pelo deputado estadual Flávio Serafini, a audiência pública contou com a participação de representantes da Associação de Diretores do Estado, Associação Estadual dos Estudantes, representantes da Inspeção Escolar e Defensoria Pública. Participaram do debate os deputados: Waldeck Carneiro, Renan Ferreirinha, Dani Monteiro e Sérgio Fernandes. A UPPE-Sindicato também foi representada pela professora Luciane Azevedo.

 

1 responder
  1. Maria Aparecida Cabral
    Maria Aparecida Cabral says:

    O FUNDEB deve ser usado para valorizar o professor,porém entrei com meu processo de enquadramento em 2013 e com a publicação apenas em 2018,não recebi o retroativo. Lei descumprida e nenhuma cobrança e ações sobre isto!

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