Alerj: Comissão de Educação da Alerj e Seeduc divergem sobre plataforma de Ensino a Distância (EAD)

Com o fechamento das escolas para evitar maior circulação do novo coronavírus (Covid-19), estudantes da Rede Estadual de Ensino começaram, desde segunda-feira (30), seus estudos online. A plataforma utilizada é a Google For Education e os tutoriais já estão disponíveis para alunos e professores nas redes sociais da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).  O anúncio foi feito na semana passada (Saiba mais clicando aqui). Tal medida tem sido criticada por parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). 

Desde que o projeto foi anunciado pela Seeduc, a UPPE-Sindicato vem acompanhando os desdobramentos. Na visão da presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, existe a preocupação com os alunos carentes e de que maneira os mesmos terão acesso ao conteúdo, tendo em vista que significativa parte não possui acesso à internet, computadores ou smartphones. Para a educadora, tal iniciativa deve levar em conta as particularidades da rede e, em especial, as questões tecnológicas.   

Na visão do sindicato, nada substitui a importância da atuação docente no processo de ensino e aprendizagem. As medidas precisam abranger e amparar todos os alunos, conforme determina a Constituição Federal. “A educação, direito de todos e dever do Estado”. Então, cabe à Seeduc garantir o acesso aos conteúdos educacionais.  

“Só podemos ter uma boa educação com a valorização do professor, independentemente da modalidade.  Não vemos nenhuma atitude em favor dos educadores e isso se faz com boa remuneração e boas condições de trabalho. Estamos, há seis anos, sem recomposição salarial. O salário tem se desvalorizado, a cada dia mais, o que faz com que muitos vocacionados se afastem da profissão”, frisou.  

Em audiência pública conjunta da Comissão de Educação e de Ciência e Tecnologia da Alerj, realizada hoje (31/03), em ambiente virtual, os presidentes de ambos os colegiados legislativos questionaram a implementação do ensino a distância pela Seeduc, durante o período de isolamento social, recomendado como forma de prevenção a propagação do Coronavírus (Covid-19). O debate foi transmitido na internet pelo youtube e contou com a participação da presidente do Conselho Estadual de Educação(CEE), Malvina Tuttman, além de representações da Fundação Cecierj, Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e do Ministério Público Estadual (MPRJ). 

A presidente do CEE, Malvina Tuttman, destacou as deliberações do órgão e enfatizou o objetivo de orientação das mesmas. “Essas deliberações foram feitas com base nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Constituição Federal nos seus artigos 205 e 206”, frisou. De acordo com a educadora, a deliberação faz parte de um conjunto de medidas a serem desenvolvidas conjuntamente. “Temos que caminhar por etapas. Essa é a primeira e vamos caminhar tantas quantas forem necessárias”, frisou.  

Segundo ela, a deliberação 376 do CEE, que trata exclusivamente da educação não presencial, em caráter de excepcionalidade e temporalidade, em virtude da pandemia do Covid-19 foi aprovada em quase unanimidade, no Conselho. “Temos que nos preocupar com o que está sendo oferecido aos nossos alunos públicos e privados. Nas deliberações, dos 21 conselheiros, 20 votaram a favor, por entender que atendia ao momento de pandemia”, destacou. A UPPE-Sindicato faz parte do CEE, sendo representado pela diretora Abigail Rosa Amim. 

A professora Malvina Tuttman ressaltou que, no momento, a maior preocupação das autoridades deve ser a integridade da sociedade. “Tenho dito, repetidamente, neste momento, o prioritário é resguardar as vidas mais que o semestre letivo”, assinalou.  

Durante o debate, o deputado Flávio Serafini, presidente da Comissão de Educação, classificou a proposta da Seeduc como inviável e ilegal, uma vez que significativa parcela do alunado fluminense não possui acesso a computador, nem internet. Segundo ele, “a iniciativa é inviável, do ponto de vista prático, pois metade dos estudantes não tem acesso adequado à internet para utilizar nenhum tipo de plataforma online. É ilegal porque a gente entende que, nessas condições, desenvolver qualquer tipo de aula online significa fazer um grande processo de exclusão educacional, que é esse confronto com preceitos constitucionais básicos que é o direito à educação de qualidade e à igualdade no acesso”, afirmou. 

Já o deputado Sérgio Fernandes afirmou que o objetivo da plataforma online de conteúdos educacionais da Seeduc, no momento, é minimizar os impactos negativos causados pela suspensão das aulas. “O objetivo é minimizar o impacto negativo sobre os alunos. Sabemos que educação se faz com professor e aluno em sala de aula”, disse.  

 

Para a promotora Débora Vicente, representante do MPRJ, o papel do órgão é realizar a fiscalização da oferta deste formato de ensino, diante do atual cenário. “O MP não é a favor nem contra essa oferta, ele acompanha esses movimentos tentando compreender de que maneira as redes vão manter esse processo de ensino e aprendizagem”, frisou. De acordo com a promotora, é papel da Seeduc responder a alguns questionamentos. “Quem construiu o conteúdo? De que maneira será o acompanhamento do aluno? Será computado como dias letivos?  Como serão as avaliações? Nosso objetivo é compreender e determinar nossas ações de fiscalização. Precisamos saber como será feito de acordo com as particularidades de cada rede”. 

Suspensão do ano letivo como opção 

O deputado Waldeck Carneiro, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, criticou a ausência da Seeduc no debate e assinalou a possibilidade de suspensão do ano letivo. “Estamos diante de um desafio, reafirmando a educação presencial como padrão de funcionamento da atividade educacional nas redes escolares sem que, com isso, percamos a possibilidade de tirar proveito das tecnologias da informação e comunicação na educação de forma inteligente, como recursos suplementares, alternativos, complementares e, eventualmente, emergenciais, como é o momento, agora. Mas, isso não pode ser confundido com uma substituição da educação presencial, nem pode ser razão para improvisação na área educacional. E há o desafio de propor a suspensão do ano letivo e um debate responsável sobre as reposições com base nas determinações do CEE”.  

Com mais de quatro horas e meia de duração, os pontos mais relevantes e citados na audiência pública foram a possibilidade da suspensão do ano letivo e a utilização das plataformas online como atividades completares e não sendo contabilizadas como dias letivos. 

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“Esperamos que esse período tão difícil sirva de lição para todos nós, para pensarmos mais em Deus, mais no próximo e mais nos ensinamentos de Jesus Cristo, pois não somos nada”. 

Ensino a Distância: Plataforma EAD entra em funcionamento – Seeduc atualiza informações. Confira!

A UPPE-Sindicato segue acompanhando os desdobramentos da situação educacional do estado do Rio de Janeiro, diante da atual crise. Mais uma vez, o sindicato ressalta seu compromisso com a Educação Estadual e com os educadores. Na semana passada, foi anunciada pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) a parceria com a empresa Google, para o laçamento de uma plataforma de Educação a Distância a fim de garantir o acesso dos estudantes da Rede Pública Estadual ao ensino, durante o isolamento social, recomendado como medida de prevenção à pandemia do Covid-19 (Coronavírus). Hoje (30/03), o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, atualizou algumas informações elencadas abaixo.

Em transmissão pelo Facebook (live), na manhã de hoje (30/03) o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, ratificou os planos da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) no que diz respeito ao Ensino a Distância, através da parceria com a Google.

O secretário destacou algumas novidades e atualizações em relação à utilização do ambiente virtual, ressaltando que o momento é de ambientação e adequação à nova ferramenta.

Novidades:

O professor terá horário flexível para o cumprimento da carga horária de trabalho para a implementação dos conteúdos das disciplinas.

Foi autorizada a criação de grupos de whatsapp a fim de facilitar esclarecimentos e dúvidas por parte dos estudantes.

Foi estabelecida parceria com as operadoras de telefonia para disponibilizar o conteúdo sem cobrança de dados de acesso pelas redes de internet móvel (ainda estão se articulando para viabilizar).

Os alunos que não possuírem nenhum tipo de acesso poderão assistir às videoaulas pela TV Futura, através da parceria com a fundação Roberto Marinho. A Seeduc disponibilizará a grade de horário da exibição das aulas.

Quanto aos alunos que terão necessidade de receber o conteúdo impresso, a Seeduc está tentando viabilizar o envio através dos Correios.

Para aqueles professores e alunos que apresentarem alguma dificuldade, as escolas estarão abertas para recebê-los, respeitando as determinações de evitar aglomerações.

No término da transmissão, o chefe da pasta ressaltou que o objetivo da Seeduc é que o ano letivo seja concluído, ainda em 2020, para que não haja a necesdidade de avançar para o ano seguinte.

 

A presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, tem externado sua preocupação com os alunos e educadores, nesse momento difícil. Contudo, a educadora destacou que trata-se de um período passageiro. “Ressaltamos aos professores e alunos que tudo isso vai passar e sairemos mais fortes dessa crise”, afirmou a educadora.

Ensino a distância: Seeduc vai utilizar plataforma EAD – Professor veja as últimas informações

A UPPE-Sindicato como representantes dos professores e especialistas em Educação, no Estado do Rio de Janeiro, segue acompanhando todos os desdobramentos de ações no âmbito educacional, diante do atual cenário. O sindicato, mais uma vez, reafirma seu compromisso com o professorado fluminense e a educação como um todo, para que, mesmo diante da dificuldade, os impactos sejam minimizados para educadores, alunos e sociedade.

 

A presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, ressaltou a importância da iniciativa da Seeduc  do Ensino a Distância para que não haja um distanciamento total dos alunos do processo de ensino e aprendizagem. Contudo, a educadora manifestou sua preocupação no funcionamento efetivo da plataforma, em especial, para alunos carentes. “A iniciativa é importante, mas acreditamos na grande dificuldade para se conseguir isso de maneira plena, pois diversas crianças não têm nem alimentação e nem acesso à internet. Temos a esperança que isso possa dar certo, para que as crianças e professores não fiquem totalmente sem acesso ao ensino”, afirmou.

Live do Secretário Estadual de Educação

Em  transmissão no Facebook (live), realizada ontem (23/3), o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, afirmou que a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) fará a utilização do Ensino a Distância a fim de  não prejudicar o calendário escolar dos estudantes da rede pública estadual. O chefe da pasta informou que utilizará os serviços da plataforma Google for Education (serviço já utilizado em instituições privadas). A Seeduc também disponibilizará a mesma plataforma para as escolas privadas que não conseguirem se organizar nesse âmbito.

Alunos e professores sem acesso à internet

Durante a live, Pedro Fernandes destacou que a Seeduc irá disponibilizar o material didático impresso para os alunos sem acesso à internet. Segundo ele, o material será encaminhado para a casa do estudante.

Outro ponto destacado pelo secretário foi acerca dos professores que possuem  dificuldade de acesso. Há um planejamento de reunião com diretores de unidades para que o professor seja atendido pontualmente e utilize os computadores e internet da escola.

Carga horária

  • Cada dia de atividade no EAD será equivalente a um dia letivo normal tanto para alunos como para professores, conforme deliberação do Conselho Estadual de Educação. De acordo com o secretário, a ideia inicial é manter todo conteúdo exclusivo didático dentro das plataformas online e as aulas práticas serão  realizadas no retorno das atividades presenciais.

Cada professor terá seu tempo em ambiente virtual para o cumprimento da sua carga horária de trabalho.

As Gratificações Por Lotação Prioritária (GLP) estão mantidas no ambiente virtual.

Avaliações

As avaliações vão variar de acordo com o tempo e  o período que as escolas estiverem com suas atividades interrompidas.

Alunos com necessidades especiais

As escolas estão sendo orientadas a identificar e informar para que sejam preparados conteúdos específicos para cada aluno.

Refeições – merenda escolar

A Secretaria de Educação solicitou de cada diretor de unidade um levantamento dos alunos carentes, em especial, dos dependentes do programa Bolsa Família, para que a Seeduc continue fazendo a oferta do alimento para essas famílias carentes.

Covid-19 – Novo Coronavírus – Previna-se! #Fiocruz

ATENÇÃO – PROVA DE VIDA SUSPENSA

NOTA DO RIOPREVIDÊNCIA

Suspensa a prova de vida para aposentados e pensionistas do Estado

 

Devido à pandemia de Coronavirus – Covid 19, o Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro – Rioprevidência informa que está suspensa temporariamente a exigência de Comprovação Anual de Vida para aposentados e pensionistas do Estado.

A medida tem por objetivo evitar o deslocamento de aposentados e pensionistas às agências bancárias para realizar o procedimento.

As ações de prevenção implementadas pelo Rioprevidência fazem parte do conjunto de medidas adotadas pelo Governo do Estado contra a proliferação do novo Coronavírus.

O Rioprevidência informará assim que o procedimento for restabelecido.

Fonte: Rioprevidência