UPPE-Sindicato participa de debate sobre educação inclusiva na rede municipal de Niterói

O debate sobre a importância da educação inclusiva tem norteado diversas instâncias do poder público. A Câmara Municipal de Niterói promoveu, no dia 28 de maio, audiência pública sobre o desenvolvimento sobre educação inclusiva na rede municipal da ensino. A presidente da UPPE-Sindicato, Teresinha Machado da Silva, destacou o importante papel da promoção plena da inclusão nas escolas e a importância da valorização salarial e apoio ao professor para a promoção da educação inclusiva.

De acordo com a educadora, apesar do sindicato estar mais voltado ao professor da rede estadual, a educação como um todo é o principal eixo de trabalho institucional. A sindicalista lamentou a ausência de representantes do poder executivo municipal. “Nós trabalhamos pela educação e lamentamos a ausência de representantes da Secretaria Municipal de Educação para responder os questionamentos”, afirmou.

Segundo ela, o país tem atravessado uma crise sem precedentes no sistema educacional como um todo, mas ressalta a desvalorização do magistério como principal fator da crise. “O que temos assistido no nosso país é o desprestígio do professor. Isso é o mais grave. Além do desprestígio, o educador é pouco valorizado. Diante deste fato, o Brasil tem ocupado os últimos lugares nos testes e avaliações internacionais. Sabemos que todos os países que quiseram se desenvolver iniciaram com o investimento em educação. Temos o exemplo do Japão, Finlândia, da própria China e outros países”, assinalou.

A presidente da UPPES destacou o volume de impostos arrecadados no país e a falta de prioridade na aplicação dos recursos públicos na educação. “Somos um dos países com mais altos impostos. Sabemos que existem recursos, mas não são aplicados na educação. Acreditamos que o país tem condições de possuir uma escola pública de qualidade e promover a educação inclusiva com o devido apoio ao professor. O que não pode haver é colocar e, simplesmente, delegar essa responsabilidade, unicamente, ao professor. Atualmente, não existem profissionais de apoio ao docente. É necessário que haja psicólogos, fonoaudiólogos e orientadores educacionais, pois da maneira que está sendo feita, não há inclusão”, frisou.

A Sindicalista também ressaltou a infraestrutura das escolas. “É preciso que haja o acesso necessário e a infraestrutura nas salas de aula, pois o aluno com necessidades especiais pode avançar e alcançar seus objetivos e sonhos. Eu tive uma experiência familiar nesse sentido. Meu irmão que era deficiente físico, que estudou e conseguiu ser juiz. Então, nós temos que lutar para que a educação no país possa melhorar, pois temos condições para isso. Mas como seria isso? Investindo em educação e na valorização do magistério”, destacou.

O diretor de Relações Públicas e Divulgação da UPPES, Raymundo Nery Stelling Junior, também destacou o trabalho da UPPE-Sindicato pela educação em todos os níveis. “Temos um carinho com a educação pública em todos os aspectos, pois entendemos ser uma questão de democracia. Sabemos que o ensino fundamental é a base necessária para que tenhamos os devidos resultados. Em matemática e língua portuguesa, por exemplo, temos caído diversas posições nas avaliações. Portanto, a UPPES tem toda uma atenção à educação municipal e temos representantes no Conselho Municipal de Educação em diversos municípios, pois procuramos ter uma atenção não apenas com os educadores, mas com a educação de um modo geral”, afirmou.

O vereador João Gustavo, que promoveu a audiência pública lamentou a ausência de representantes da Secretaria Municipal de Educação e da Fundação Municipal de Educação de Niterói. O parlamentar destacou a situação educacional brasileira e o desinteresse político para o desenvolvimento educacional. “Muito se fala que o Brasil não vai para frente por conta da educação, mas poucos dizem que a vontade política das pessoas que administram nosso país é, cada vez pior, para nossas crianças e jovens. O Ensino fundamental e a creche são a base onde você guarda para sua vida o nome da sua primeira escola, da sua primeira professora, que ensinou você a conhecer o mundo através das letras e das pequenas contas de matemática”, ressaltou.

O debate também contou com a participação de pais de alunos que relataram as dificuldades enfrentadas para a garantia da educação inclusiva para os estudantes com necessidades especiais, na rede municipal de Niterói, além do vereador Paulo Eduardo Gomes.

 

 

 

Representantes da UPPES participam de audiência pública sobre educação inclusiva

A Inclusão das pessoas com deficiência na Educação do Estado do Rio de Janeiro foi tema de debate da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no último dia 29 de maio. Representando a UPPE-Sindicato, as diretoras Abigail Rosa Amim e Lucinda Bezerra de Menezes destacaram a importância da atenção ao professor no processo de inclusão do aluno com deficiência. As educadoras destacaram a carência de recursos nas unidades escolares para a inclusão.

A secretária geral da UPPES, Lucinda Bezerra de Menezes, destacou a dificuldade enfrentada pelos professores no processo de inclusão dos alunos e o desamparo dos docentes no desenvolvimento do processo. “A quantidade de professores que  procura o Departamento de psicologia da UPPES é impressionante. Porque como foi dito, a angústia do professor é enorme. É uma carga muito pesada para eles. É uma responsabilidade muito grande, pois estamos lidando com vidas. A UPPE-Sindicato tem participado das audiências da Comissão de Educação sobre esse tema, há anos, e quais os avanços tivemos? Quais as angústias foram acalentadas”? Questionou.

A educadora também ressaltou a desvalorização salarial do magistério e a falta de investimento nas escolas. “Temos visto, também, bons profissionais que desistem da profissão. O professor tem amor pelo que faz, mas ele precisa de valorização. Os educadores estão, há cinco anos, sem reajuste. Precisamos ter a tranquilidade de saber que as contas serão pagas e terá um dinheiro para escolher os livros que deseja ler e fazer os cursos necessários. No entanto, isso não está acontecendo. Então, repetindo o que foi dito aqui, podemos afirmar que a inclusão não está acontecendo, não pelas peculiaridades do aluno, mas sim pela total incapacidade do poder público de se debruçar sobre a questão com a devida responsabilidade”, frisou.

Também representando a UPPES, a diretora Abigail Rosa Amim colocou o sindicato à disposição no apoio das ações em prol da educação inclusiva. “Aqui é o lugar de fala, mas lá fora precisamos fazer acontecer, todos nós somos responsáveis. Então, deixamos as portas da UPPES abertas”, assinalou. A sindicalista também destacou a importância da formação continuada e plenas condições para o exercício da docência. Segundo ela, o professor diante da falta de estrutura acaba se sentindo responsável quando a inclusão não acontece e, por conta disso, acaba adoecendo. “Eles ficam doentes devido a uma enorme angústia. Há, ainda, os profissionais que não veem futuro em continuar trabalhando nas escolas estaduais e fazem outros concursos em busca de melhores salários. Com isso, estamos perdendo grandes profissionais”, afirmou.

O deputado Flávio Serafini, presidente da Comissão de Educação da Alerj, afirmou que, diante dos relatos dos educadores e pais de alunos com deficiência, irá realizar, periodicamente, vistorias nas unidades escolares a fim de observar a oferta de educação inclusiva na rede estadual de ensino. O parlamentar também afirmou que fará uma representação no Ministério Público (MP-RJ), onde apresentará a falta de estrutura nas unidades da rede.

O presidente da Comissão de Defesa de Defesa da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ, Caio Silva Souza, apresentou a lei federal 7853/89 onde se estabelece a garantia de direitos aos alunos com deficiência. “A lei existe e precisa ser executada. Negar vaga ou pedir para que um aluno deficiente se retire da escola é crime”, salientou.

A professora Marinalva Silva Oliveira, da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora do Laboratório de Inclusão, Mediação Simbólica, Desenvolvimento e Aprendizagem (Limda) apresentou uma série de dados, relatando a inoperância do poder público no processo de inclusão dos alunos com deficiência e a sobrecarga imposta aos professores. De acordo com ela, toda responsabilidade acaba recaindo sobre os educadores. “O poder público joga toda responsabilidade pela inclusão na escola e nos professores. E com isso temos salas de aulas superlotadas, professores sem formação continuada e, nas escolas, não recebem atendimento especializado. Toda responsabilidade vem para os professores, como se a escola fosse a responsável, dentro de uma sociedade, pela igualdade social”, afirmou.

A audiência pública também contou com a participação de pais de alunos, entidades educacionais, bem como os deputados: Waldeck Carneiro e Renam Ferreirinha. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) não enviaram representantes ao debate.

Secretário estadual de Educação sinaliza retomada dos enquadramentos por formação

Em matéria publicada no jornal O Dia de hoje (24/5), a Secretaria  Estadual de Educação sinalizou a retomada dos Enquadramentos por Formação. No texto, o secretário Pedro Fernandes: “Os enquadramentos já estão alinhados com a Procuradoria Geral do Estado. Vou assinar o documento (de autorização) nesta sexta-feira e enviá-lo no mesmo dia à PGE”, disse.

O Enquadramento por formação tem sido uma  reivindicação permanente da UPPE-Sindicato e esteve na pauta de reunião com secretário.  Saiba mais clicando aqui

Clique aqui e leia matéria completa.

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Ofício

Na última quarta-feira (22/5), a UPPE-Sindicato encaminhou ofício ao secretário estadual de educação, Pedro Fernandes, no qual  cobrou providências do governo do estado no cumprimento da progressão de referências do Plano de Carreira do Magistério (Quinquênio), dos docentes da rede estadual de ensino. No documento, a presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, ressaltou que o descumprimento da lei tem causado inúmeros prejuízos aos professores.  A progressão automática dos docentes está garantida na Lei do Plano de Carreira do Magistério (1.614/90) e não vem sendo cumprida, desde 30 de abril de 2018.

Leia ofício na íntegra:

UPPE-Sindicato reivindica cumprimento da progressão de referências do Plano de Carreira do Magistério (Quinquênio)

A UPPE-Sindicato encaminhou ofício ao secretário estadual de educação, Pedro Fernandes, no qual  cobrou providências do governo do Estado no cumprimento da progressão de referências do Plano de Carreira do Magistério (Quinquênio), dos docentes da rede estadual de ensino. No documento, a presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, ressaltou que o descumprimento da lei tem causado inúmeros prejuízos aos professores.  A progressão automática dos docentes está garantida na Lei do Plano de Carreira do Magistério (1.614/90) e não vem sendo cumprida, desde 30 de abril de 2018.

Leia ofício na íntegra:

 

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