Ministério da Educação responde a ofício encaminhado pela UPPE-Sindicato

O Ministério da Educação (MEC), respondeu ao ofício encaminhado pela UPPE-Sindicato, no dia 15 de outubro, no qual a presidente da entidade, Teresinha Machado da Silva, enfatiza a situação do magistério público estadual e da Educação como um todo. No documento, a educadora ressalta a necessidade de cooperação entre os entes federativos (Estados, Municípios e Governo Federal) para que a Educação brasileira possa avançar. A resposta foi assinada pelo chefe de gabinete do MEC, Felipe Campos de Oliveira, que agradeceu  a disponibilidade e a atenção da UPPE-Sindicato, além de ressaltar que a demanda será encaminhada para discussão interna no Ministério.

Leia resposta abaixo na íntegra:

À Presidência

União dos Professores Públicos no Estado

Assunto: Agradecimento.

Prezada Senhora,

Em resposta ao Ofício nº 18/UPPE-Sindicato/2020 (2294871), de 15 de outubro de 2020, dessa União dos Professores Públicos no Estado, em que reconhece a condição da educação no País e se coloca à disposição para encontrar soluções para a melhoria da educação pública, esta Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) agradece imensamente a disponibilidade e a atenção dessa instituição e informa que a demanda será encaminhada para discussão interna, ressaltando que a colaboração e a participação da sociedade como um todo são de suma importância para o aperfeiçoamento da educação brasileira.

Esta Secretaria permanece à disposição.

Atenciosamente,

FELIPE CAMPOS DE OLIVEIRA
Chefe de Gabinete

Ofício: UPPE-Sindicato encaminha ofício para ministro da Educação enfatizando situação do magistério no estado

Educação a distância: secretário de Educação apresenta dados do ensino remoto e resoluções para retorno das aulas presenciais

 

Em reunião com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeito (Alerj), realizada na última quarta-feira (14/10), o secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt, revelou que apenas 32% dos estudantes do ensino regular da rede estadual de ensino acessaram as atividades de ensino remoto oferecidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). No Ensino de Jovens e Adultos, a situação é ainda mais grave, apenas 21% tiveram acesso a atividades acadêmicas no período de pandemia.

O chefe da pasta reiterou a abertura das unidades de ensino para estudantes em fase de conclusão, terceira série do ensino médio e último ano do EJA. Segundo ele, 42 mil estudantes estão inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio. Na reunião, também foram apresentadas as resoluções para retorno das atividades presenciais, as quais encontram-se no quadro abaixo. “Nós estamos considerando uma primeira busca ativa para combater o abandono escolar”, afirmou.

Quadro apresentado na reunião:

Clique aqui e acesse as resoluções na íntegra

Ele ainda destacou: “No nosso planejamento de curto prazo, o que conseguimos montar, com possibilidade, com viabilidade para 2020 é esse, ou seja, dar uma oportunidade presencial aos alunos de terminalidade (fase conclusão de ensino) que desejarem e resgatar todos aqueles alunos que perderam o vínculo com a rede estadual, nesses sete meses”.

Participaram da reunião, os deputados: Flávio Serafini (presidente da Comissão de Educação), Dani Monteiro, Waldeck Carneiro, Renan Ferreirinha, além de equipe técnica da Seeduc.

15 de outubro – Dia do Professor – Nossa homenagem


Artigo da presidente: Educar se faz por exemplos

Teresinha Machado da Silva – Presidente da UPPE-Sindicato

 

E de repente uma mudança avassaladora! Vinda para mudar a rotina, para mudar as relações e mudar a forma de pensar. Uma mudança jamais enfrentada pela nossa civilização, em outros tempos.

Parecia que tudo ia passar muito em breve, 15 dias ou talvez 30. Bastava nos isolarmos que logo tudo passaria, mas não foi bem assim. O mês de março de 2020 foi um marco de impacto para todos. A partir desse marco, passaram a ocorrer diversas mudanças desde uma reorganização familiar bastante séria, em que os filhos ficaram em casa, os pais não foram para o trabalho e tantas outras medidas de distanciamento que causaram impacto na vida de todos a fim de garantir o isolamento social e evitar a propagação do vírus.

A educação e seus milhões de estudantes e professores, em todo o país, foram severamente impactados. Já os pais, diante de um cenário de instabilidade, tiveram de diminuir o ritmo e administrar seu dia dando lugar à educação dos filhos e reconhecendo o verdadeiro valor do professor. O ensino adquiriu uma nova modalidade, durante a pandemia. Modalidade esta que exigiu que os docentes tivessem pleno domínio da tecnologia de informação e comunicação.

Dar subsídios aos professores através de processos formativos deveria ter sido a primeira preocupação dos Governos e Secretarias, mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. Em função da pandemia do COVID-19, os envolvidos no processo educacional tiveram que, pela necessidade, se apropriar, muito rapidamente, de todo um conjunto tecnológico de modo a darem conta da grande responsabilidade de levar o conteúdo pedagógico aos estudantes. Diante desse quadro, foi preciso reinventar e ressignificar a prática pedagógica desenvolvida nas escolas buscando formas para garantir a continuidade de aprendizagem dos milhares de alunos pertencentes à rede pública de ensino.

Reconhecemos que, embora a modalidade de educação a distância esteja sendo de extrema importância frente ao cenário que estamos vivenciando, a educação é feita presencialmente, através de bons exemplos, com professores bem preparados e não apenas por conteúdos, mas para isso são necessários o devido reconhecimento e a devida valorização daqueles que continuam exercendo sua função quase que sacerdotalmente, apesar de enfretarem tanto descaso.

Ser professor é uma profissão única e singular. Sem professores, nenhuma outra profissão existiria e a herança científica, tecnológica, artística e cultural tenderia a desaparecer. Por isso deveria ser o primeiro de todos os ofícios. Infelizmente, a profissão tem sido muito desprestigiada e pouco atraente, havendo o risco de uma escassez devido ao envelhecimento crítico da classe, o que tem de ser urgentemente considerado.

A UPPE-Sindicato tem lutado, há anos, pela valorização da categoria, que possui um rendimento extremamente defasado, que está caminhando para o sétimo ano sem a recomposição das perdas inflacionárias e que tem se esforçado pra se adaptar a todas as mudanças necessárias a fim de oferecer um ensino de qualidade aos alunos, mesmo com as limitações econômicas e estruturais que têm enfrentado.

O dia do professor é todos os dias, mas neste mês de outubro, queremos cumprimentar aqueles que têm feito um esforço sobre-humano para se reinventar e parabenizá-los pelo exemplo e pela dedicação com que se entregam às nobres tarefas de ensinar e educar!