Serviço público é imprescindível

Teresinha Oliveira Machado da Silva – Presidente

     A grande mídia tem demonstrado que o serviço público é ineficiente e que como só as empresas privadas fossem necessárias ao país.

    Nenhum país pode prescindir do serviço público como a educação, a saúde e a segurança, principalmente. O que acontece no Brasil é que nossos governantes e políticos, de um modo geral, não têm dado a devida importância a essas áreas.

    Os impostos pagos pela população são desviados para manter os políticos no poder, sucateando os serviços públicos gerando, assim, uma certa indignação da população mediante os servidores, que por falta de condições não podem atendê-la da forma que merece. O brasileiro trabalha mais de 150 dias por ano para pagar essas obrigações. O percentual cobrado é abusivo, principalmente por um setor que está envolvido em vários casos de corrupção e ainda não revertido em melhoria dos serviços.

    Quando defendemos o serviço público, estamos defendendo a população que faz uso dos serviços essenciais. Quando o serviço público é atacado, quem perde é o povo, principalmente o mais pobre, que depende do Estado em áreas vitais, como educação, saúde e segurança.  O centro dessa questão está na relação entre o Estado e a sociedade, no Brasil. A sociedade brasileira é inteiramente englobada pelo Estado, que se posiciona como o dono, o centro, quem dispõe dos recursos e os administra da maneira que bem entende. Não há uma ideia de reciprocidade, de responsabilidade em devolver aquilo que é da sociedade.

     A terceirização irrestrita aprovada em 2017, por exemplo, precariza os serviços oferecidos à população. Entendemos que os servidores  devem ser selecionados através de concurso público.

    Outro fator que contribui para a precarização dos serviços públicos, além da corrupção endêmica em nosso meio,  é o congelamento do teto de gastos, que congela investimentos na educação e na saúde, áreas nas quais há muitos servidores em atividade, por considerar que, mais uma vez, os mais pobres seriam afetados.

    O servidor público, infelizmente, é mal visto por muitos. Quando alguém precisa ir ao posto de saúde e não encontra medicamentos, a culpa cai nos ombros de quem está na linha de frente. O mesmo acontece nas escolas, onde a população não encontra o número de vagas suficiente para atender às necessidades de todos, quando não há uma infraestrutura adequada para os alunos e profissionais da educação, quando faltam professores em determinadas disciplinas, dentre outras várias carências. Muitos não se recordam de que existe uma máquina pública que não funciona direito e a corrupção que desvia verbas.

    É preciso que haja um olhar cuidadoso com a qualidade do serviço público, no Brasil, a fim de que este atenda às necessidades da população mais carente. Em países com ótimo índice de desenvolvimento humano o serviço público é valorizado. Por que não seguir o exemplo desses países?

Publicado no Jornal Folha Dirigida- 9 a 15 de setembro de 2018 – Coluna Sem Censura – página 11

0 tas

Comente aqui

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *