Defasagem salarial: triste realidade do magistério público estadual

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A tabela acima retrata a realidade salarial do professorado público no Estado do Rio de Janeiro, sem recomposição, desde 2014, onde são apontados todos os níveis de projeções, na carreira do magistério. Tal demonstrativo revela a defasagem salarial de uma  categoria essencial para a sociedade como um todo.

Recentemente, em entrevista publicada no jornal O Globo, em 14 de dezembro, o atual ministro do planejamento, Esteves Colnago, afirmou que pretende implementar mudanças no regime de estágio probatório de servidores públicos. Segundo ele, dentre as medidas, está a redução do salário inicial do servidor. Novos concursados entrariam com salários mais baixos, variando de R$ 5 mil a R$ 7 mil.

Os  valores apontados por Colnago, mesmo na esfera inicial, ainda estão bem acima dos valores pagos ao magistério público estadual, que tem como piso inicial R$1.179,32. O valor pago ao professor demonstra o total desrespeito e desprestígio da classe política pelo magistério. A realidade salarial do professor brasileiro não só envergonha o país, como o coloca nos mais baixos índices de avaliações internacionais, assim como, dentre os países com os piores salários para um educador.

A UPPE-Sindicato tem levantado a bandeira da valorização do magistério, há 73 anos, como forma de garantir o pleno desenvolvimento do país e o avanço da sociedade. Uma tabela salarial totalmente defasada demonstra que as prioridades dos governantes brasileiros estão bem distantes das falas de campanhas eleitorais, onde a educação aparece sempre como prioridade.

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