Artigo: Respeito pelos direitos constitucionais

    Teresinha Machado da Silva – Presidente  

       DIREITO CONSTITUCIONAL O Brasil e o Rio de Janeiro estão vivendo uma crise muito crítica gerada pela ganância das autoridades governamentais. Foram muitos erros ao longo de gestões anteriores até a presente data. Aposentados e pensionistas continuam com seus  proventos e pensões atrasados, além de não terem recebido o 13º salário de 2016.

         Estamos impressionados com a falta de respeito e sensibilidade perante a categoria mais vulnerável, que trabalhou a vida inteira e contribuiu para a previdência, e muitos ainda contribuem, e que se encontra em situações lastimáveis e de penúria, muitos deles sendo levados a óbito, por não terem condições de cumprirem seus compromissos como aluguéis, contas de luz, gás, planos de saúde, alimentação, medicamentos, etc.

    Temos recebido inúmeros testemunhos de professores que não sobreviverão sem seus proventos e pensões, que já contemplam suas necessidades básicas. Por exemplo, aqueles que necessitam de medicamentos para sobreviverem estarão impossibilitados de comprá-los; aqueles que pagam plano de saúde ficarão inadimplentes, tendo os atendimentos suspensos ou prejudicando suas carências.

     A categoria do magistério fluminense  não recebe reajuste  há mais de três    anos,  sendo-lhe impossível acompanhar o aumento do custo de vida. Para nós, tem sido um grande infortúnio perceber que aqueles que doaram sua vida em prol da educação se encontram em situação deplorável. Durante os setenta e dois anos da União dos Professores Públicos no Estado- Sindicato, nunca houve uma situação como essa.

     Temos certeza de que os representantes do povo como Presidente, Governadores, Deputados e Vereadores, Poder Legislativo e Judiciário, que recebem seus salários em dia através dos impostos pagos pelo povo, têm noção do mal que estão fazendo à sociedade brasileira.

    É inadmissível que aposentados que contribuíram com a previdência durante anos não tenham a garantia dos seus proventos e pensões, sendo penalizados pela corrupção e pela  má gestão dos governantes.

   Não basta apenas acertar a questão econômica, o investimento na educação é imprescindível para a formação de um povo mais instruído e consciente de seus direitos e deveres.

  Esperamos que essa situação seja revertida o mais breve possível e que  o compromisso assumido pelas autoridades em administrar o estado do Rio de Janeiro não deixe esquecido esses direitos firmados pela Constituição Federal.

Publicado na coluna Sem Censura do jornal Folha Dirigida, em 10 de outubro de 2017.

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