Alerj: representante da UPPES participa audiência sobre situação de escolas agrícolas

DSC_0864     Durante seu pronunciamento, a representante da UPPES reivindicou mais atenção do governo com as escolas. “Deixamos nosso apelo para que essa situação seja revertida e que haja mais investimentos na educação agrícola estadual”, assinalou. A diretora de Biblioteca e Criatividade da UPPES Neuza Caldas maia também participou do debate.

Situação das Educação Agrícola

O Plano Estadual de Educação de 2009, determinou que todo o ensino técnico do estado, inclusive as escolas agrícolas (sete no total), que estavam na gestão da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), deveria passar progressivamente para Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Contudo, a medida não foi totalmente cumprida. Atualmente, apenas uma escola é administrada pela Faetec.

      Segundo o subsecretário de gestão das Regionais Pedagógicas, Paulo Fortunato, a Sedduc mantém as unidades agrícolas em funcionamento, mas a pasta não possui orçamento específico, nem docentes especializados para a atuação nas unidades. “Realocamos professores da base comum curricular para ofertar esse serviço”, afirmou.

Falta de recursos

     O professor Marcelo Barbosa Almeida, diretor da Escola Técnica Estadual Agrícola Antonio Sarlo, localizada em Campos dos Goytacazes, afirmou que sua escola está funcionando em situação precária. “É uma escola que tem 63 anos e hoje está em estágio terminal”, salientou. Segundo ele, a falta de recursos tem dificultado o pleno funcionamento das aulas na unidade. “Estamos nos mantendo com a sobra de R$ 81 do ano passado e mais R$ 4 mil que a Faetec nos autorizou pegar de outra unidade. Não é possível ensinar, alimentar e preparar esses alunos com esse recurso”, disse. O educador solicitou apoio da Comissão de Educação. “Nossa escola agoniza, mas tem um potencial muito grande. Então eu peço a esta comissão para que: primeiro a dotação orçamentária, porque ela precisa de um socorro imediato. Hoje ela tem energia elétrica no prédio das salas de aula, o prédio dos laboratórios está no escuro”, assinalou. A Escola Técnica Estadual Agrícola Antonio Sarlo está me processo de transferência para a universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

    Para o deputado Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação, é necessário que haja condições para o pleno funcionamento das escolas. “A educação agrícola com viés de profissionalização é fundamental na qualificação de alunos para se inserirem nos arranjos produtivos locais”, destacou o parlamentar que anunciou que a próxima audiência pública será realizada em Teresópolis. “Marcamos uma audiência pública para o dia 6 de agosto na Escola Agrícola de Teresópolis José Francisco Lippi. O objetivo é reunir as unidades que ainda resistem para pensarmos uma política efetiva para o próximo governo”, afirmou.

     A audiência pública contou com a participação de representantes da Faetec, Seeduc, além de representações das unidades de Educação Agrícola Estadual. O debate também contou com a participação dos deputados: Tio Carlos, Flávio Serafini, Paulo Ramos, Waldeck Carneiro, Dr. Julianelli e Wanderson Nogueira.

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