ALERJ: REPRESENTANTE DA UPPES DEFENDE INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

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      A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutiu, na última quarta-feira (25/10), a administração conjunta entre Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) e Secretaria de Ciência e Tecnologia da Rede Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja). Na audiência, a professora Luciane Azevedo, representante da UPPE-Sindicato, ressaltou a preocupação do sindicato com o sucateamento do sistema público de ensino no estado.

     A educadora destacou os inúmeros debates onde as mesmas demandas têm sido apresentadas. “Deveríamos estar aqui discutindo as melhorias desse importante sistema de ensino do estado, que é fundamental para os alunos, em especial os de perfil econômico mais baixo. Infelizmente, estamos mais uma vez, discutindo o problema da falta de infraestrutura, falta de docentes e recursos para merenda. Há poucas semanas estávamos aqui discutindo os mesmos problemas”, frisou. Segundo ela, a sociedade fluminense vive o drama do sucateamento da educação pública. “Temos assistido ao sucateamento da educação pública em todas as esferas. São problemas de fechamento de escolas, fechamento de turnos e turmas. Desde 2016, temos debatido isso aqui nesta casa (Alerj)”, afirmou.

     Durante seu pronunciamento, a representante da UPPES, solicitou aos deputados prioridade nas questões educacionais. “Deixamos aqui nosso apelo aos parlamentares, que se debrucem sobre esta causa, para que o governo indique uma solução o mais breve possível, para arcar com seus compromissos básicos”, salientou.

    O presidente do Cecierj, Carlos Bielchowiky, relatou a falta de recursos e como isso tem afetado o aprendizado dos estudantes. “Não conseguimos renovar os contratos de manutenção e merenda das escolas.Muitos têm que estudar com fome ou em meio a um ambiente sujo, pois não temos profissionais de limpeza”, disse. Outra demanda apresentada por ele foi a possibilidade de obter recursos federais. “Apesar do estado enfrentar uma grave crise financeira, a Seeduc recebe verba federal para aplicar nas suas unidades. Queríamos que parte desse recurso fosse repassado à rede Ceja. Se tivéssemos um orçamento garantido pela União, não teríamos enfrentado tantas dificuldades”, afirmou.

      A diretora adjunta do Ceja de Paciência, Luciana Barcelos, também relatou que nas 57 unidades há falta de docentes. “Tenho alunos que ainda não conseguiram se formar porque falta professor de química para lecionar. Eles já cumpriram toda demanda curricular e ainda não conseguiram pegar o diploma”, assinalou.

     O presidente da comissão, deputado Comte Bittencourt, afirmou que a rede Ceja representa 7% do quantitativo de matrículas ofertadas na educação estadual e se comprometeu a notificar  a Secretaria Estadual de Fazenda e solicitar que a pasta repasse ao Cecierj as verbas referentes ao Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), previstas na Constituição. “Proporcionalmente, a rede Ceja teria direito a R$ 31 milhões desse recurso. O que seria mais do que suficiente para atender às demandas”, destacou o parlamentar.

     Representando a Seeduc, a subsecretária Claudia Raybolt afirmou que levará as demandas apresentadas pelos educadores, no que diz respeito a docentes. Segundo ela, a secretaria não tem como se comprometer a suprir toda a carência de docentes, mas darão prioridade aos alunos que estiverem em fase de conclusão. A audiência pública contou com a participação dos deputados: Waldeck Carneiro, Tio Carlos, Dr. Julianelli e Flávio Serfarini.

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