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Alerj: presidente da UPPES participa de audiência sobre educação em tempo integral

   DSC_0340 Ao participar da Audiência Pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Janeiro (Alerj), no último dia primeiro de novembro, a presidente da UPPE-Sindicato, Teresinha Machado da Silva, reivindicou mais atenção ao professorado fluminense. Na ocasião, era debatida a ampliação do ensino em horário integral na rede estadual de ensino. O projeto prevê mais 45 unidades da rede pública em horário integral, em 33 municípios, a partir de 2018, segundo anúncio realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

   De acordo com a sindicalista, no plano apresentado pela Seeduc não há as devidas atribuições e atenção ao magistério. “Percebi que foram levantadas questões relativas a prédios e orçamento, mas e a situação do professor? Muitos professores estão infelizes e adoecidos e não se fala em professor. Estamos há quatro anos sem reajuste salarial. Como vão estender a escola em tempo integral se não temos professores?”, ressaltou.

   A educadora também ressaltou a importância de ouvir os alunos. “Uma escola em tempo integral precisa oferecer uma variedade de atividades. Nós já fizemos pesquisas com crianças e adolescentes e a maioria dizia não gostar da escola”, disse. Outro ponto levantado pela presidente da UPPES foi acerca dos aposentados. “Temos muitos professores em condição de aposentadoria, mas estão adiando, pois os aposentados não estão recebendo seus proventos. Inclusive, gostaria de relatar que neste ano, o número óbitos de professores aposentados aumentou significativamente. Seria por falta de recursos para remédios e alimentação? Temos tido notícias e estivemos com muitos em difíceis condições, por conta dos atrasos. Portanto, isso nos chamou muito a atenção”, frisou.

   Já o presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt, questionou como o governo irá garantir a qualidade do ensino, levando em consideração a crise fiscal e orçamentária que o governo enfrenta.  “A expansão do ensino integral é sempre bem-vinda. No entanto, temos preocupações anteriores. A crise profunda que o estado atravessa do ponto de vista fiscal e orçamentário agrava muito o funcionamento de boa parte das escolas. Há a carência de infraestrutura básica, de modo que já não tem como garantir o mínimo de qualidade no projeto pedagógico. Como expandir a educação integral diante dessas condições?”, questionou o parlamentar.

   A representante da Seeduc, superintendente de Planejamento e Integração, Anna Valentim, afirmou que parte dos recursos para o ensino integral está previsto pela Portaria 727/17 do Governo Federal, que cria regras para o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.

  Os deputados Flávio Serafini, Tio Carlos, Dr. Julianelli  e Paulo Ramos, bem como a diretora de Biblioteca e Criatividade da UPPES, Neuza Caldas Maia, e a presidente do Conselho Estadual de Educação, Malvina Tânia Tuttman, também participaram da reunião. Representando o Ministério público, o Dr. Emiliano Rodrigues e a Defensoria Pública, a Dr. Eufrásia Maria Souza.

  A UPPES tem acompanhado todos os processos relativos às escolas públicas no estado. O sindicato tem frisado sempre a qualidade do ensino e a garantia dos direitos de professores e alunos.

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