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UPPES: 71 anos em defesa do magistério

        Defender a valorização da educação pública, tendo como base a valorização do magistério, dign71 anas condições de trabalho,
principais metas da UPPE-sindicato, desde sua fundação, em 8 de setembro de 1945.

       Para celebrar os 71 anos de fundação, a entidade realizou uma missa em Ação de Graças, na Paróquia de São Francisco Xavier, localizada no bairro de São Francisco, em Niterói. Celebrada pelo padre Magno Guilherme Angeli, a solenidade contou com a presença de membros da diretoria do sindicato, funcionários e filiados.

   A presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, durante seu pronunciamento, agradeceu emocionada as felicitações pelo aniversário do sindicato e destacou o grave momento vivido pelo magistério público. “Estamos passando por momentos muito difíceis, onde o Estado sempre diz não ter recursos e muitos professores estão em grave situação. Por isso, enfatizamos a importância deste momento de oração, onde pedimos a todos que estejam conosco na luta pelo magistério. Mesmo diante das dificuldades, temos conseguido melhorias. Porque sempre confiamos e acreditamos que a educação será a peça principal para o desenvolvimento do nosso país”, afirmou.

     O padre Magno Guilherme Angeli enfatizou a importância do professor para o pleno desenvolvimento da sociedade e parabenizou a UPPES pelos 71 anos de atuação em defesa do magistério público e da educação. O sacerdote enviou uma mensagem de apoio aos educadores. “Que possamos continuar lutando e sempre atentos às questões governamentais, de investimento e qualidade na educação, para que possamos construir um país mais humano, mais justo”.

Mais de sete décadas de história

     Fundada em 1945, a UPPES (União dos Professores Públicos do Estado-Sindicato)  é responsável pelas maiores conquistas da categoria, a entidade conta, além das reivindicações para o magistério, com um amplo apoio à saúde e ao bem estar do professor. Em 1988, foi consolidada como o primeiro sindicato de servidores públicos do país.

     A Casa do Professor, em Pendotiba, Niterói, é local de lazer, cultura e hospedagem para professores de todo o estado. Com 22 aconchegantes apartamentos, espaço cultural climatizado, piscina, sauna e todo conforto para o professor filiado ao sindicato. Com o objetivo de atender ao filiado de todo estado, a UPPES possui, além da sede em Niterói, três subsedes no interior, nos município de Campos dos Goytacazes, Nova Friburgo e Itaocara, bem como as representações em todas as regiões do estado. O sindicato, desde sua instituição, levanta a bandeira de defesa dos professores, enfatizando sua importância para a construção e o desenvolvimento do país.

Imagem/Fonte: http://www.sitedejacarei.com.br/noticia/detalhe/319/veja-tudo-o-que-rola-na-cidade-na-area-esportiva/

Artigo: Vencendo desafios

  • Teresinha Machado da Silva

 

   E lá se vão as Olimpíadas Rio 2016. Comemoradas e criticadas, mostraram a ambiguidade de um país miserável e rico, corrupto e digno, grande e pequeno, mas que, acima de tudo, sabe fazer uma festa como ninguém.

   A 31ª edição dos Jogos Olímpicos, realizada no Rio de Janeiro, mostrou ao Brasil e ao mundo a capacidade, a eficiência e o talento do povo brasileiro para organizar o maior evento esportivo do planeta. Mais uma vez, o povo respondeu com eficiência àqueles que, dentro e fora do país, insistiam em afirmar que as Olimpíadas do Rio seriam um fracasso.

   Com criatividade, inteligência e eficácia, o Brasil recebeu pessoas do mundo inteiro e ainda mostrou, com beleza e graça, a cultura, a diversidade e a inventividade de seu povo.

   Os atletas olímpicos receberam medalhas e o reconhecimento aos seus esforços e talentos permitem-lhe futuros benefícios pessoais, bem como a reverência a todos os seus compatriotas. Conforme citado pelo Senador Cristovam Buarque, em artigo publicado no último dia 20/08, no Jornal O Globo: “O pódio é uma escada ao sucesso pessoal do medalhista e também uma alavanca ao prestígio do seu país.” Da mesma forma, a educação deverá seguir essa regra: ser escada social para as crianças e jovens e alavanca para o progresso.

   Infelizmente, as despesas de bilhões de reais com obras superfaturadas não-prioritárias e isenções fiscais faliram o estado do Rio de Janeiro. A corrupção, em nosso país, contamina nossa sociedade, a qual está cada vez mais descrente. Escândalos e impunidade fazem com que o poder público perca o respeito da população. A conta dessa transferência de recursos públicos para os bolsos privados resulta na falência e no sucateamento dos serviços públicos essenciais como educação, saúde e segurança que são direitos garantidos na Constituição Federal.

   Sabe-se que não somente o estado do Rio de Janeiro, assim como o Brasil, passa por um momento de crise severa. O dinheiro público aplicado nesse evento poderia ter sido direcionado a áreas essenciais supracitadas.

   Os anos passaram e não conseguimos formar jovens para modalidades esportivas acessíveis à educação pública. Há modalidades em que é possível desenvolver talentos sem necessidade de um investimento alto como, por exemplo, o atletismo: corrida, revezamento e corrida com obstáculos, cujo potencial, muitas vezes, é descoberto na infância.

   O Censo Escolar 2015 mostrou que seis de cada dez escolas públicas do país não possuem quadra esportiva, o que significa que a educação física, componente curricular obrigatório, muitas vezes, não pode ser  totalmente implementada.

   Quando o ensino público incorporar, de fato, a educação para o esporte, o que ganharemos não serão apenas medalhas, mas algo ainda mais valioso: uma geração de jovens mais preparados, disciplinados, com menos risco de entrar nas drogas e na contravenção.  E, claro, a oportunidade de revelar novos ídolos e bons exemplos que sirvam de inspiração para nossas crianças e jovens.

   Nós, da UPPES, lutamos por uma educação de qualidade e por  um governo que proporcione o estudo a todas as crianças e jovens, pois cada uma delas representa um potencial, tendo a chance de se tornar um atleta.

   O país provou que, quando quer, é capaz de realizar um trabalho com excelência. Gostaríamos que o mesmo investimento realizado nas Olimpíadas fosse realizado na educação pública do nosso país, com o mesmo empenho, dedicação e esforço.

   Esperamos que a onerosa coleção de arenas, estádios e ginásios  construídos para os jogos olímpicos sejam, de fato,  destinados ao desenvolvimento do esporte de atletas brasileiros e para as futuras gerações.

   Que venham, agora  os jogos Paralímpicos, e que depois deles, saibamos vencer os desafios fora dos campos e  das quadras, rumo à consciência, à probidade e à dignidade.

 

Publicado em 30 de agosto de 2016 na coluna Sem Censura, do jornal Folha Dirigida.

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UPPES reúne-se com secretário estadual de Educação

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     Em reunião com o secretário estadual de Educação, Wagner Victer, na quarta-feira (24/08), a diretoria da União dos Professores Públicos no Estado-Sindicato (UPPES) reivindicou reajuste salarial e diversas demandas relativas ao magistério público fluminense. Segundo a presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva, é necessário restabelecer a recomposição salarial da categoria, tendo em vista o alto custo de vida no país. “Estamos há dois anos sem reajuste salarial, o professor precisa ter qualidade de vida. Todas as coisas aumentaram exceto o salário do servidor, em especial do magistério público”, afirmou.

 

    De acordo com o secretário, no momento, a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) não pode se posicionar sobre aumento, devido à situação econômica do estado e do país. Segundo ele, sua preocupação é manter em dia o pagamento da folha salarial dos servidores da pasta. “Concordamos com a tese de que é necessário manter a folha de pagamento dos servidores, contudo, não podemos aceitar dois anos sem reajuste. É necessário garantir, no mínimo, a correção da inflação”, frisou.

 

    Dentre as reivindicações apresentadas, está o envio de contracheques para os professores aposentados, conforme já conseguido em gestões passadas. O secretário informou que caso o professor não consiga imprimir seu contracheque pela internet, ele pode procurar as Coordenadorias Regionais e solicitar a impressão do mesmo. O servidor deve procurar o coordenador regional de gestão de pessoas. Não concordamos com essa orientação, uma vez que há muitos aposentados que possuem dificuldade de locomoção e alguns se encontram acamados.

    Outra reivindicação trazida pelo sindicato foi o Enquadramento por Formação, que se encontra parado desde setembro de 2012. O secretário se comprometeu a cumprir os enquadramentos de 2016 até o final do ano e, em breve, dará mais informações acerca dos atrasados.

    Outro assunto discutido na reunião foi a necessidade urgente de reativar os postos de perícia médica no interior do Estado Rio de Janeiro. O secretário se comprometeu  a buscar convênios com hospitais estaduais, dentre eles, o hospital dos Bombeiros para a realização das perícias.

    A diretoria do sindicato também ressaltou a necessidade da realização de concurso público para a educação estadual, em virtude da grande falta de professores em inúmeras disciplinas. Victer afirmou que está em pauta a realização de concurso público para o magistério estadual devido ao constante número de aposentadorias e, a partir do cumprimento de 1/3 de carga horária para planejamento (Reivindicação da UPPES), haverá demanda de mais docentes em sala de aula.

    Além da presidente da UPPES, Teresinha Oliveira Machado da Silva, e do secretário estadual de Educação, Wagner Victer, a reunião contou com a participação da subsecretária de Gestão de Pessoas da Seeduc, Cláudia Raybolt e a superintendente de Gestão, Maria Tereza. Participaram também, os diretores da UPPES: Abigail Rosa Amin, Lucinda Bezerra de Menezes, Neuza Caldas Maia, Sonia Sardella de Souza, Eliane da Costa Seabra, Vanença Moraes, Raymundo Nery Stelling Junior, bem como a advogada da UPPES, Drª Flávia Souza.

    Confira os demais assuntos discutidos na reunião:

Realização da data de pagamento, no máximo, até o quinto dia útil;

Resposta: O secretário afirmou que tentará junto às esferas econômicas do Estado. “Atualmente só temos conseguido no 10º dia útil, devido ao fluxo de pagamento da categoria”.

Informação sobre o andamento do Processo nº: E-03/001/2512/2015 – Proposta de Minuta de Projeto de Lei que visa a equiparação de vencimento Base da Classe de Professor Docente II- 40horas, o qual encontra-se sobrestado;

Resposta: O processo está em análise e encontra-se sobrestado.

 

Cumprimento da Lei nº 11738/2008 (1/3 de planejamento);

Resposta: Segundo a secretaria, há uma discussão com a Procuradoria do Estado para o cumprimento progressivo, a partir dos docentes 40h, com início no ano de 2017.

 

Reajuste do auxílio-transporte;

Reajuste do auxílio-refeição, tendo em vista que R$ 7,30 não permite que o professor alimente-se adequadamente;

Resposta: Sobre reajuste dos auxílios, o secretário destacou que o assunto está relacionado à questão do reajuste salarial.

Reativação dos Postos de perícia médica, principalmente no interior do Estado;

Resposta: O secretário informou que está trabalhando a possibilidade de utilização de hospitais estaduais, dentre eles, o hospital dos Bombeiros.

UPPE-Sindicato cobra pagamento do Nova Escola

   Em reunião com o secretário estadual de governo, Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, os advogados da UPPES, Alexandre Bezerra e Flávia Souza, juntamente com a diretora Sônia Sardella, cobraram o pagamento da Ação Judicial Nova Escola.
  A reunião contou com a participação do presidente da Comissão de Educação, deputado Comte Bittencourt.
O sindicato possui 5.400 processos ajuizados.
ARTIGO DA PRESIDENTE

Não ao PLP 257/2016!

*Teresinha Machado da Silva
 

         Enquanto a população brasileira se distrai com o clima das Olimpíadas, o Congresso Nacional continua votando assuntos de nosso interesse e muitos não estão atentos. Infelizmente, a beleza da festa não reduz a dívida do Estado do Rio de Janeiro, que está absolutamente falido, sem dinheiro para pagar os aposentados, sem dinheiro para pagar professores, médicos e policiais, enfim, sem garantir os cuidados essenciais à população. 

Desde o início da apresentação da PLP 257 pelo governo, em 22/03/2016, a UPPES tem se posicionado de maneira firme contra o pacote de maldades. A proposta traz uma série de ataques aos direitos básicos dos trabalhadores, principalmente servidores públicos – federais, estaduais e municipais.

        Depois de muita discussão, protestos e negociações, o Governo Federal resolveu apresentar uma nova redação do Projeto de Lei Complementar nº 257/2016 (PLP 257/16), que trata da renegociação da dívida dos estados. O PLP 257/16, de autoria do Executivo faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. As medidas, que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e programas sociais.

        Após duas semanas de intensas mobilizações no Congresso Nacional, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), entidades às quais a UPPES é filiada, garantiram uma importante vitória na tramitação do PLP 257/2016, que trata da renegociação das dívidas dos Estados com a União.

        Embora o projeto tenha sido aprovado na última quarta-feira (10/08), trechos que penalizavam os trabalhadores do setor público, como o congelamento de salários por dois anos, a proibição de abertura de concursos públicos e a elevação das alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores; foram retirados da proposta original. 

        Muito nos entristece assistir, mais uma vez, à população e aos servidores públicos sendo penalizados em virtude da crise econômica. Principalmente os professores que já possuem tão poucos direitos e baixíssimos salários. Se desejamos um país forte e economicamente equilibrado, é preciso evitar o sucateamento da educação, a qual é fundamental para o desenvolvimento da sociedade.

        Consideramos de extrema importância a auditoria da dívida pública, além de uma reforma fiscal que altere as regras de arrecadação, o fim das isenções fiscais indiscriminadas, bem como o aprimoramento de mecanismos de combate à corrupção e à sonegação fiscal. Acreditamos que com essas medidas, haverá recursos suficientes para superar a crise financeira e evitar os sacrifícios impostos aos trabalhadores da ativa e aposentados, como uma única estratégia para superarmos a crise que o país atravessa.

        A UPPES permanecerá atenta à tramitação do Projeto de Lei, a fim de evitar que novas manobras possam prejudicar os servidores. Vamos lutar contra o PLP 257/2016! Precisamos dizer não ao arrocho fiscal. Precisamos dizer não ao sucateamento do serviço público. Precisamos denunciar o desmonte do estado que está implícito neste projeto. 

Publicado em 16 de agosto de 2016 na coluna Sem Censura, do jornal Folha Dirigida.