Informações sobre o pagamento da folha de setembro

 

Total arrestado chega a R$ 36 milhões, diz Fasp

         Mesmo com o arresto de cerca de R$ 36 milhões das contas do Estado do Rio, desde a última sexta-feira, o restante do pagamento do funcionalismo, agora, vai aguardar o andamento da arrecadação. A Secretaria de Fazenda garante que o governo quitará a folha de setembro na próxima segunda-feira, dia 17, para todos os demais servidores, inativos e pensionistas. Somente os ativos da Educação conseguiram receber os salários de uma só vez, no dia 5.

Coluna do Servidor – Jornal Extra Online

Edição: 13/10

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Professor: principal instrumento de construção de um país!

*Teresinha Machado da Silva

             Durante muito tempo, as escolas públicas, por serem de excelente qualidade, eram as mais procuradas pelas pessoas que queriam ingressar na universidade, sendo as escolas privadas inferiores no que diz respeito à qualidade do ensino.

      Criado em 1998, como uma prova para avaliar o ensino brasileiro, e aperfeiçoado nos anos seguintes para substituir o antigo vestibular como porta de acesso às universidades públicas e particulares, como credenciador de bolsas e financiamentos através do sistema ProUni, o Exame Nacional do Ensino Médio chega à segunda metade desta década como um modelo exaurido. As notas do Enem de 2015 por escolas, divulgadas na última semana pelo Ministério da Educação, reforçam a tese de que, além de não ser mais balizamento para aferir a qualidade do módulo final do ciclo básico da educação do país (ensino médio), o exame se transformou num grande vestibular, em que o candidato concorre a vagas em várias instituições, simultaneamente.

       Dados que vieram a público do Enem de 2015 são devastadores. Nada menos que 91% das 8.732 escolas públicas do país com notas divulgadas tiveram um desempenho abaixo da média. No total, 7.793 unidades. Nas particulares, a realidade está longe do ideal, mas os números são bem diferentes: dos 6.266 estabelecimentos, 1.061 não alcançaram a média.

        É inegável que o ensino médio brasileiro passa por uma crise e que precisa de uma reforma urgente, mas não tão urgente que seja necessário editar uma Medida Provisória, sem um amplo debate com educadores, com a sociedade, com as unidades representativas da  educação e com os estudantes, como forma de aproximar do modelo ideal de ensino.

        Em relação à reestruturação do Ensino Médio, profissionais da educação discutem há anos, conforme Projeto de Lei nº 6.840/2013, que  tramita no Congresso.  Se a necessidade de mudança é tão evidente, por que saiu via medida provisória, que é considerado um instrumento autoritário?  Se é um assunto tão urgente, por que fica parado no Congresso?

       A reforma não passará de uma farsa se não tratar da formação de professores e até como irá atrair jovens para uma profissão que paga baixíssimos salários. A melhoria no Ensino Médio ocorrerá a partir da plena valorização do magistério, escolas com infraestruturas adequadas  e maiores investimentos em educação.

       Implementar o regime integral, ampliando a carga horária do Ensino Médio das atuais oitocentas horas para mil e quatrocentas horas anuais, não garante melhores resultados no aprendizado, quando não é pautado por uma política pública que zele pela qualidade do ensino, com investimentos em uma infraestrutura adequada e, principalmente, no apoio pedagógico. Como representantes do magistério público, defendemos a formação acadêmica específica, a realização de concursos públicos e a importância dos recursos pedagógicos para transmitir conhecimento e despertar o interesse do aluno.

       Conforme acontecia com os vestibulares tradicionais, hoje, o aluno matricula-se em cursos preparatórios, o que alimenta a milionária indústria dos cursinhos. Portanto, o que se mede, atualmente, através do Enem, não é a qualidade do ensino médio, mas a capacidade dos cursos de ensinar “macetes” que permitam ao candidato um bom desempenho na prova, mesmo que a sua trajetória acadêmica não tenha sido tão boa. Qualquer conclusão que se tire do resultado desse exame não retratará a realidade da educação básica brasileira, mas a dos cursinhos preparatórios, instituições de ensino paralelas, não oficiais e, muitas vezes, não reconhecidas pela legislação educacional.

      Nós, da UPPE-Sindicato, consideramos que uma única prova não deve avaliar toda a trajetória escolar de uma pessoa. A avaliação dos estudantes é um importante instrumento para que sejam tomadas providências que permitam melhorias do ensino. Contudo, sem a valorização do magistério, tanto em termos salariais como no aspecto da formação dos profissionais, torna-se mais difícil alcançarmos esse objetivo. Os governantes invertem as prioridades e a avaliação acaba apresentando seus resultados comprometidos.

       No próximo dia 15 comemoraremos mais um dia do professor, o grande agente do processo educacional! Por mais que haja investimentos em equipamentos, bibliotecas, laboratórios, quadras esportivas – sem negar a importância dessas ferramentas – tudo isso não passa de aspectos materiais se comparados à importância do professor.

          UPPE-Sindicato parabeniza todos os docentes pelo seu dia e convida-os a refletir  sobre a necessidade de estarmos unidos para  lutarmos por nossos objetivos  e exigirmos dos governantes que nos tratem com dignidade , justiça e  respeito. O ensino público não pode se restringir à formação de mão de obra para o mercado de trabalho, tendo em vista que a escola é o principal meio de construção de uma sociedade justa, democrática, com profissionais envolvidos valorizados e assim promoveremos a cidadania, principal instrumento de construção de um país.

 

Publicado em 11 de outubro de 2016 na coluna Sem Censura, do jornal Folha Dirigida.

 

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Coral da UPPE-Sindicato se apresenta em Niterói

Grupo participou pela segunda vez do encontro de corais promovido pela Aspi-UFF

        Com um repertório composto por músicas folclóricas e da cultura popular brasileira, o coral da União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES) apresentou-se, na noite da última sexta-feira (30/09), no V Encontro de Corais realizado pela Associação dos Professores Inativos da Universidade Federal Fluminense (Aspi – UFF), em Niterói.

        Os 25 componentes do coral da UPPES, regido pelo maestro EduardDSC_0417o Lessa, animaram o público com as canções: “Minha Jangada” de Dorival Caymmi, “Ciranda da Rosa Vermelha” e “Cirandas do Recife” de Alceu Valença.

        Para o maestro, é importante ter um evento como o encontro de corais em Niterói. “Esse tipo de evento proporciona a oportunidade de todos trocarem ideias e verem o que os outros estão fazendo em relação à parte da cultura e da música”, disse.

       O maestro Eduardo Lessa destacou momentos importantes da participação do coral da UPPES no encontro musical, como a primeira apresentação no evento, e a sensação de participar pela segunda vez. “No ano passado, os integrantes estavam muito nervosos e ansiosos. Já nessa edição, os componentes estão mais tranquilos, já conseguem integrar a ideia do encontro de corais, da experiência dos outros grupos e assistem ao que os amigos  cantam em outros corais, eles sentem-se em casa”, frisou.

          A filiada e nova integrante do coral da UPPES, Rosane Gomes, estava ansiosa para a primeira apresentação. “Sempre gostei de cantar e já me apresentei em outros corais, mas com o coral da UPPES é a primeira vez. O maestro nos deixa muito à vontade, então estou me sentindo muito bem”, disse.

           Além do coral do sindicato, o Grupo Vocal Cantaí, Seresteiro do Villa, Coro Lírico Heloísa Fidalgo, Coro da UFF, Alerj Pró – Canto, Cantar é Viver e o Coral da OAB apresentaram-se no evento.

           Estiveram presentes no encontro de corais, a diretora de biblioteca e criatividade da UPPES, Neuza Caldas, e a conselheira fiscal, Maria de Lourdes Ventura Brígido.

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Manifesto pela retirada da MP 746

          Considerando a recente Medida Provisória Nº 746, de 22 de setembro de 2016, assinada pela Presidência da República, que diz respeito à reestruturação do Ensino Médio, a União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES), legítimos representantes do magistério público fluminense e permanentes defensores da educação democrática e de qualidade, entende que, no âmbito do Direito Constitucional, Medida Provisória (MP) é um ato unipessoal do presidente da república, com força imediata de lei, sem participação do Poder Legislativo.
Em relação à reestruturação do Ensino Médio, profissionais da educação discutem há anos, conforme Projeto de Lei nº 6.840/2013, que tramita no Congresso.

Entendemos que:

• uma reforma educacional não pode ser feita sem um amplo debate com educadores, com a sociedade, com as unidades representativas da educação e com os estudantes, como forma de aproximar do modelo ideal de ensino;

• a melhoria no Ensino Médio ocorrerá a partir da plena valorização do magistério, escolas com infraestruturas adequadas e maiores investimentos em educação;

• implementar o regime integral, ampliando a carga horária do Ensino Médio das atuais oitocentas horas para mil e quatrocentas horas anuais, não garante melhores resultados no aprendizado, quando não é pautado por uma política pública que zele pela qualidade do ensino, com investimentos em uma infraestrutura adequada e, principalmente, no apoio pedagógico;

• como representantes do magistério público, defendemos a formação acadêmica específica, a realização de concursos públicos e a importância dos recursos pedagógicos para transmitir conhecimento e despertar o interesse do aluno;

• o ensino público não pode se restringir à formação de mão de obra para o mercado de trabalho, tendo em vista que a escola é o principal meio de construção de uma sociedade justa, democrática, com profissionais envolvidos valorizados e assim promovermos a cidadania, principal instrumento de construção de um país.

Este manifesto foi encaminhado ao Ministério da Educação.

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Servidores públicos merecem respeito!

  • Teresinha Machado da Silva

           Mais uma vez, fica provado que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, de fato não entende o papel do servidor público. Ele esteve oito anos à frente do Governo Federal e deveria ser o primeiro a reconhecer a importância dos servidores públicos para o país, trabalhadores que optaram de forma constitucional e após rigorosos concursos públicos, por servir ao conjunto da população. A fala do ex-presidente, no último dia 15 de setembro, não é digna de quem já ocupou o cargo mais alto da República.

            Lamentamos, profundamente, os ataques descabidos e as palavras pejorativas proferidas pelo mesmo ao se defender da denúncia do Ministério Público Federal, quando disse: “A profissão mais honesta é a de político. Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua, enfrentar o povo e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e tem emprego garantido para o resto da vida.”

            Professores, médicos, policiais, enfermeiros, advogados, dentistas, psicólogos, lixeiros, militares e tantos outros profissionais do funcionalismo federal, estadual ou municipal, todos aprovados em concurso público, esforçaram-se muito para ocuparem seus cargos, cumprindo suas funções para o bem do Brasil com muita dedicação e comprometimento.

            Estes não foram financiados por alguma empreiteira e nem obtiveram seus cargos desviando dinheiro de alguma empresa pública. Lograram êxito após muito estudo e esforço, de forma limpa e honesta.

            Ainda meditando sobre as infelizes palavras do ex-presidente, vale ressaltar que o servidor público, de fato, não precisa “enfrentar” o povo anualmente, ou melhor, a cada quatro anos. Nesse ponto o Senhor Luis Inácio Lula da Silva e todos que pensam como ele têm toda razão. O servidor público não “enfrenta” o povo, o servidor público é o povo que faz parte desta nação e que atende, recebe, educa, cuida e dedica-se ao seu trabalho com muita garra e honestidade, tentando aplacar sua angústia em um país que tudo falta.

            Como exemplo, a educação em nosso país está precária. No último dia 08 de setembro, foram divulgados os dados referentes ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e o resultado é preocupante. O Governo anterior apresentou o slogan “pátria educadora”, mas de acordo com o resultado divulgado podemos deduzir que o discurso está muito diferente da prática, ou seja, a realidade da educação brasileira está muito aquém do que foi proposto. Ainda convém lembrar que em nosso sistema de ensino há três milhões de crianças e jovens na faixa etária entre 4 e 17 anos fora da escola e quase 700 mil crianças entre 4 e 5 anos que não são atendidas pelo sistema.

            Hoje, estamos assistindo ao retrato de uma política irresponsável e que impôs sua ideologia em detrimento das necessidades básicas da juventude.

            No Rio de Janeiro, por exemplo, estamos nos sentindo órfãos de Secretário de Educação, uma vez que senhor Wagner Victer, na coluna Opinião do jornal O Dia, do último dia 16 de setembro, escreveu sobre turismo e nem sequer falou em educação. Ficamos admirados com a sua preocupação com o turismo enquanto a educação apresenta resultados decadentes, com uma imensa quantidade de crianças e jovens fora da escola e professores sem recomposição salarial, há dois anos.

          Muito nos entristece assistir, mais uma vez, à população e aos servidores públicos sendo penalizados em virtude da crise econômica. Principalmente os professores que já possuem tão poucos direitos e baixíssimos salários.

        Há décadas, temos depositado nas urnas nossa esperança, acreditando que teríamos educação, saúde, segurança, trabalho, aposentadoria, pensão e tantos direitos básicos, no entanto a realidade tem sido muito diferente de nossas expectativas.

             Dizer que o servidor público é um analfabeto político e que os eleitos pelo voto obrigatório nas urnas são os trabalhadores mais honestos do país é uma ofensa a quem, por meio de concurso, ocupa cargo público nas estruturas dos três poderes. E fazem isso porque amam sua profissão, seja ela qual for não precisam de votos. Chegaram aonde chegaram com dedicação, não com esquemas e sem lesar o patrimônio público. Precisam trabalhar por 30 anos, enquanto o político se aposenta com dois mandatos de 4 anos, independente de sua idade.

         São servidores públicos que estão descobrindo as fraudes que corroem nosso Brasil, do menor município à capital do país. São eles que ensinam a nossas crianças, que atendem em nossos hospitais e que patrulham nossas ruas.

             A UPPE-Sindicato repudia esse discurso e reafirma sua confiança nos servidores públicos de todas as esferas, tendo em vista que o serviço público é fundamental para o funcionamento das instituições democráticas e o respeito aos servidores é uma exigência de todo cidadão.

Publicado em 27 de setembro de 2016 na coluna Sem Censura, do jornal Folha Dirigida.