ARTIGO DA PRESIDENTE

Respeito aos direitos e à vida

  • Teresinha Machado da Silva – Presidente da UPPE-SINDICATO

   Em todos esses anos que convivemos com a educação, nunca assistimos a um descalabro como esse que estamos vivenciando atualmente.

   No Brasil, o magistério nunca foi uma profissão muito bem remunerada como em outros países. Todavia, um casal de professores vivia confortavelmente com sua remuneração e, mesmo, um professor sozinho tinha condições de comprar sua casa própria, seu carro, realizar viagens, etc. As pessoas eram estimuladas a procurarem essa nobre profissão. No entanto, o que podemos observar agora é o profundo desrespeito das autoridades a esses importantes e insubstituíveis trabalhadores.

   Muito diferente do que temos visto em nosso país, no Japão, por exemplo, o professor é um cargo de muito respeito e é bastante valorizado. Eles acreditam que numa terra sem professores não pode haver imperadores.

   Na Finlândia, o magistério também é uma carreira de prestígio, a qual se tornou uma das principais preferências entre os jovens, à frente de profissões como medicina, direito e arquitetura. A experiência finlandesa mostra que o principal é garantir que os professores sejam tratados com dignidade, a fim de que possam concretizar o objetivo de escolher o magistério como a carreira de uma vida inteira.

   Já nos referimos em artigos anteriores aos maus gestores das políticas públicas. Agora, neste artigo, queremos nos colocar na posição dos sofridos aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. A situação é tão séria que sem os seus proventos e pensões a que fizeram jus por anos trabalhados, muitos estão impossibilitados de sobreviverem dignamente. Temos conhecimento de que milhares de professores aposentados estão passando por um momento de depressão sem recursos para cumprirem seus compromissos, sem condições de comprarem comida e remédios, sem condições de pagarem seus planos de saúde, etc.

   Estamos responsabilizando todos aqueles que dirigem os órgãos públicos por situações que têm levado esses mestres a óbito, devido à falta de medicamentos ou pela impossibilidade de terem uma saúde mais adequada.

   Para nós, tem sido um grande infortúnio perceber que aqueles que doaram sua vida em prol da educação encontram-se em situação deplorável. Durante os 71 anos da UPPE-Sindicato, nunca houve uma situação como essa.

   É difícil compreender e aceitar que aqueles que trabalharam e dedicaram anos de suas vidas à educação, hoje, sejam o alvo do desprezo e da desumanidade dos que governam. Essas pessoas não têm o direito de pedir voto ao público. País que não respeita seus experientes idosos não merece ser respeitado e nem ser chamado de país e não queremos isso para o Brasil, terra aonde Pero Vaz Caminha quando chegou disse que tudo que se planta nasce, cresce e floresce. É necessário plantarmos o amor, a fraternidade, a humanidade e o respeito aos direitos e à vida.

Publicado no dia 17 de janeiro de 2017 na coluna Sem Censura, do jornal Folha Dirigida.

Informação: Adicional de férias

“Secretaria de Educação vai pagar adicional de férias a docentes até a próxima segunda”

Jornal Extra Online – Coluna do Servidor – 24/01

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“Servidor: Educação pagará férias dos professores até a próxima segunda-feira”

Jornal O Dia online – Servidor – 24/0116295284_1333424216728241_2128829124_n

CLIQUE AQUI  E LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA

 

 

 

Sindicato continua na luta para a regularização imediata dos proventos dos aposentados e pensionistas.

NOTA OFICIAL

         A União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES), através do seu Departamento Jurídico, está tomando as medidas necessárias em face do desconto a título de “contribuição sindical”, efetuado no pagamento dos vencimentos de dezembro da rede estadual.

         O referido desconto ocorreu em favor do SINDSERJ (Sindicato dos Servidores Públicos do Poder Executivo Estadual do Rio de Janeiro), em razão de decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

         Como sindicato representante do magistério público do estado do Rio de Janeiro e detentor do respectivo registro sindical concedido pelo Ministério do Trabalho, desde 1990, comunicamos que tal medida é abusiva e encontra-se em desacordo com a decisão proferida no Mandado de Segurança nº 0035550-17.201108.19.0000, que estabeleceu que: “O Estado do Rio de Janeiro deverá efetuar o desconto da contribuição sindical obrigatória apenas dos servidores não representados por sindicatos específicos de sua categoria”.

         A UPPES exige do Governo do Estado  a devolução, aos professores e aos demais profissionais da educação, dos valores descontados indevidamente.

REFORÇAMOS NOSSO REPÚDIO AO CAOS IMPUTADO AO FUNCIONALISMO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

      Desde nossa fundação, nos idos de 1945,  atuamos decisivamente a favor do Magistério Público no Estado do Rio de Janeiro ( nos orgulhamos de ser, a partir da Constituição Cidadã de 1988, o primeiro Sindicato de Servidores Públicos do Brasil) e temos acompanhado, de forma permanente, a situação gravíssima que todas as classes do funcionalismo público estadual têm sido  vítima, desde o absoluto descontrole da situação econômica do Estado do Rio de Janeiro.

     Aos companheiros de todas as categorias estaduais, nossa plena solidariedade. Ao Magistério Público Estadual, a certeza de que temos procurado todos os caminhos possíveis para reverter, de forma Legal, o atual quadro de “avassalador ataque” aos direitos constitucionais basilares e invioláveis (como o recebimento – e da forma correta, dos proventos) que não podemos aceitar, enquanto representantes de classe e cidadãos.

     Prezados companheiros do Magistério Público Estadual, temos operado diligentemente na preparação de documentos, que estão, neste mês de janeiro de 2017, sendo oficialmente apresentados  no Supremo Tribunal Federal, bem como em muitas outras instâncias, como a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e a Federação das Associações e Sindicatos do Estado do Rio de Janeiro (Fasp-RJ), às quais somos filiados.  Deixando claro que repudiamos esse acinte contra os direitos dos trabalhadores públicos, dando continuidade às ações que já vimos procedendo, desde o ano passado, quando começou a intranquilidade reinar para o servidor público, com a instabilidade do calendário de pagamento, estabelecendo contatos nos níveis federal e estadual, bem como apoiando decisivamente as ações da nossa Federação, a FASP-RJ!

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NOTA DE REPÚDIO

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    A UPPE-Sindicato, através de seus diretores, repudia a atitude dos governantes de deixar sem seus proventos e pensões, centenas de aposentados e pensionistas. Trabalhadores, que durante vários anos, contribuíram para terem uma vida tranquila. Ressaltamos que muitos aposentados do serviço público, continuam contribuindo para a previdência.

   Nestes últimos anos, temos tomado ciência da crescente corrupção no  Estado, gestões que corroeram os cofres públicos. Não podemos pagar com nossas vidas essa conta. É direito nosso recebermos em dia o que pagamos com nosso trabalho e contribuição.