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UPPE-Sindicato participa de audiência pública de apresentação de relatório anual de atividades do Conselho Estadual de Educação

DSC_0041 editado     A UPPE-Sindicato participou da audiência Pública, da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde foi apresentado o relatório anual de atividades do Conselho Estadual de Educação (CEE). O sindicato foi representado pela diretora Abigail Rosa Amim, que é membro do CEE,  e pela professora Luciane Azevedo. Na ocasião, a presidente do CEE, Malvina Tuttman, ressaltou os avanços da instituição e segundo ela a meta institucional é que, até 2019, o órgão seja capaz de responder imediatamente a todas as demandas da população.

     A professora Luciane Azevedo, em seu pronunciamento, destacou a importância do CEE e todo apoio da UPPES. “Reiteramos a importância do CEE como órgão de Estado. Trago aqui o nosso cumprimento a todos os membros do Conselho, em nome da presidente da UPPES, Teresinha Machado da Silva”, frisou.

      Em entrevista, a professora Abigail Rosa Amim, diretora da UPPES, também reiterou a atuação do CEE como órgão de Estado e seu fortalecimento, a partir desse reconhecimento. “A força vem do próprio Conselho, que tem suas portas abertas para que professores, alunos e as instituições se sintam à vontade para se colocarem e contribuírem para esse fortalecimento. Sou muito grata à presidente da UPPES e todo colegiado por terem me indicado para estar, nesse momento, no CEE e poder colaborar porque a bandeira é a mesma: a Educação”, afirmou.

      Presidida pelo deputado Comte Bittencourt, a audiência pública contou com a participação dos deputados: Tio Carlos e Flávio Serafini. Além da presidente do CEE, Malvina Tuttman, o Conselho Estadual de Educação foi representado pelos conselheiros: Abigail Rosa Amim, Alessandro Sathler, Marcelo Gomes Rosa, Fátima Bayna, Elizangela de Lima Silva, Maria Celi Chaves e Rosana Mendes.

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UPPES COBRA DE AUTORIDADES REAJUSTE SALARIAL PARA PROFESSORES

     Em resposta ao recente Ofício ( Oficio número 023- UPPE-Sindicato) enviado, pela Presidência da UPPES, à Secretaria Estadual de Fazendo do Rio de Janeiro, a UPPE-Sindicato cobrou das autoridades estaduais reajuste salarial para nossa categoria em respeito à Lei número 1.608-90, alegando o fato de que não temos sido contemplados , há quatro anos, como de direito ao cumprimento da referida Lei

     Pleiteamos no referido Ofício que os profissionais da educação tenham seus vencimentos reajustados em no mínimo 36%, por ser este o percentual que corresponde à variação do salário mínimo do estado entre 2014 e 2018.

    Em resposta, a UPPE-Sindicato recebeu Ofício da Superintendente de Planejamento e Desenvolvimento de Pessoas, Denise Nunes, que alegou que mediante a Lei Complementar Federal de número 159, de 19 de maio de 2017, a qual instituiu o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal e regulamentada pelo Decreto Federal de número 9.109-2017, o qual estabelece as regras para formalização e adesão ao regime, à qual o Governo do Estado do Rio de Janeiro aderiu em ato homologado, conforme publicação em Diário Oficial da União, em 6 de setembro de 2017, a concessão de reajuste salarial encontra-se dentro das hipóteses de aumento de despesas constantes do Artigo 22 da referida Lei e do artigo oitavo da LC 159-2017.

     Assim sendo, em também Ofício ( Of.SEFAZ-CG Número 906-2018) enviado pelo Chefe de Gabinete da Secretaria Estadual de Fazenda do Rio de Janeiro, Senhor Amaury Perlingeiro do Valle, nos fica respondido de que o referido acordo entre nossa unidade federativa e o governo federal no que tange à Recuperação Fiscal não permite reajuste salarial, enquanto da vigência do mesmo.

    A UPPE-Sindicato, o legítimo representante dos profissionais da Educação ( professores e especialistas) da Rede Pública Estadual do Rio de Janeiro, continuará, entretanto, atento e reticente na necessidade urgente de justas reposições frente às grandes perdas ocorridas já, quando do congelamento oficial dos proventos.

Veja abaixo a o ofício de resposta encaminhado:

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Alunos de Escola de Educação Especial mostram sua arte ao público niteroiense

Estudantes da Escola Estadual de Educação Especial Anne Sullivan participam da exposição “Um olhar especial – Uma releitura de Van Gogh”, que ficará aberta à visitação, até o dia 17 de agosto, na Câmara municipal de Niterói, das 10 às 17h

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 Por – Marcelo Motta

    O brilho no olhar de um estudante que mostra ao público uma obra de arte elaborada por suas próprias mãos é algo imensurável. Às vezes, a maior parte dos trabalhos escolares ficam restritos ao ambiente escolar. No entanto, algumas dessas obras são tão importantes, que merecem uma atenção especial, por parte da comunidade escolar e da sociedade como um todo. Por isso, os alunos da Escola Estadual de Educação Especial Anne Sullivan, localizada no município de Niterói, participam da exposição “Um olhar especial – Uma releitura de Van Gogh”, onde apresentam a obra de arte, pintada por eles ao público. A exposição, iniciada hoje (8/8),  ficará aberta à visitação, até o dia 17 de agosto, na Câmara municipal de Niterói, das 10 às 17h.

34        Representando a União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES), o diretor de Relações Públicas e Divulgação, Raymundo Nery Stelling junior, esteve na exposição, representando a presidente do sindicato, Teresinha Machado da Silva. Segundo ele, a exposição reflete a qualidade do trabalho desenvolvido pelos professores da rede pública estadual. “A UPPES solidária e apoiadora sempre dos mais relevantes atos e ações a favor da educação parabeniza a diretora Vânia Boechat, todos os professores, equipe de profissionais envolvidos nessa atividade e todos os alunos artistas que estão apresentando sua arte e encantando  todos”, frisou.

     De acordo com a diretora da unidade, professora Vânia Boechat, a exposição nasceu do sonho de poder mostrar a capacidade artística e o talento dos alunos da educação especial. “Essa exposição foi um sonho para que um dia eles pudessem expor um trabalho realizado por eles. Aí, pensamos na obra de Van Gogh “Uma Noite Estrelada”, fizemos uma releitura e contamos toda a história do artista para eles; providenciamos as telas, as tintas e saíram essas pinturas. Cada quadro tem o nome do aluno. Eles adoraram e estão amando fazer. Eu estou muito emocionada”, afirmou a educadora.

        Segundo ela, ao promover a atividade artística na escola, foi observada uma mudança positiva no comportamento dos alunos. “Mudaram o jeito de falar e a educação. Eles ficavam na expectativa para a hora da pintura e isso fez com que eles ficassem mais calmos. Nós temos alunos com esquizofrenia, alunos com múltiplas deficiências e com Transtorno do Espectro Autista. Temos ao todo 50 alunos e destes, 35 participaram da atividade”, assinalou. A educadora também frisou que há a necessidade de mais profissionais na unidade, que conta, atualmente, com 18 profissionais, entre professores e administrativo. “Precisamos de mais apoio, como uma fonoaudióloga e uma psicóloga”.

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11     O secretário escolar e artista plástico, Gil Figueiredo, que também participou do projeto na orientação artística dos alunos, salientou toda felicidade e transformação que as pinturas e a exposição lhe proporcionaram. “Eles (os alunos) são nossos Van Goghs. Sinto-me muito feliz, realizado e orgulhoso de poder colaborar com eles e, ao mesmo tempo, grato por me deixarem participar deste universo e interagir com eles, conhecer e saber o quão maravilhoso, sensível e  inteligente a maneira como eles encaram a vida. Foi um aprendizado para mim”, disse.

     Segundo Figueiredo, a exposição é uma maneira inteligente de mostrar à sociedade a importância da educação especial e dos alunos dessa modalidade de ensino. “É importante mostrar para a sociedade que eles também precisam ser vistos, que eles possuem talentos e que precisam de oportunidade”, afirmou.

16  Na ocasião, a diretora da Escola Estadual de Educação Especial Anne Sullivan, professora Vânia Boechat, recebeu uma Moção de Aplausos e Congratulações, concedida pela Câmara Municipal dos Vereadores de Niterói.

 

 

 

   

Fotos dos alunos com seus quadros:

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Artistas: Itamar Ribeiro, Carlos Augusto Barreto e Vanuza Vaz.

Fotografia: Anna Carolina Barros.

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É isso que se quer para o país?

Teresinha Oliveira Machado da Silva – Presidente

      No último dia 23 de julho, em pleno recesso escolar, o Ministério da Educação lançou uma convocatória para o “Dia D” da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC). O plano seria realizar uma “consulta pública” a fim de promover aprimoramentos no documento em 28 mil escolas do Brasil, das redes públicas e particulares,  no dia 2 de agosto, uma semana depois do anúncio, o que não foi eficaz. Uma consulta sem poder deliberativo, que na prática significa uma máscara para encobrir um dos maiores ataques à educação pública dos últimos anos.

      Este dia de debate nas escolas foi interpretado por grande parte dos professores como uma farsa, uma forma de tentar abafar uma medida autoritária, tendo em vista que professores, os agentes mais importantes do processo educacional, não possuem nenhum direito deliberativo, trata-se apenas de uma consulta e , conforme já esperávamos, não houve debate. O que foi para as escolas foi um filme produzido pelo governo, que faz uma leitura rasa da BNCC e não traz os fundamentos da base curricular que não tem legitimidade

       A pretensão de discutir as mais de 150 páginas do documento em um  único dia, com meio milhão de professores, atesta o que já sabíamos. O governo não quer conversar com educadores (as) sobre educação pública.

     Essa discussão não pode ficar entre quatro paredes e tampouco ser reduzida a um dia de debates inócuos e orientados por quem ataca a escola pública. É preciso ampliar o conhecimento sobre as reais consequências e intenções da BNCC e da Reforma do Ensino Médio para o conjunto da sociedade. Precisamos envolver toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos(as) , professores e os demais agentes envolvidos no processo educacional , na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, com gestão democrática e comprometida com a formação integral do cidadão.

   Discussões sobre currículo exigem tempo, leitura, estudo, reflexão e diálogo. Não podemos imaginar que a base transformadora em currículo vai possibilitar a melhora na qualidade de ensino se não houver condições adequadas para o professor, o que implica não só a valorização salarial, que é fundamental, mas condições concretas de infraestrutura e formação.

      Precisamos lutar contra a BNCC e a Reforma do Ensino Médio, pois a implantação dessas propostas aprofundará ainda mais as desigualdades sociais e educacionais no Brasil, negando a pluralidade, a diversidade e a democratização do conhecimento em nossas escolas.

    O governo se desresponsabiliza da formação integral e diversificada dos nossos jovens, gerando um empobrecimento curricular com a obrigatoriedade apenas de duas disciplinas: português e matemática, que também terão suas cargas horárias reduzidas, podendo parte delas ser ministrada a distância. As demais disciplinas não serão mais obrigatórias, podendo ser ofertadas a distância ou em módulos.

     Os direitos de aprendizagem devem expressar a capacidade do estudante de conhecer não só conteúdos, mas também de estabelecer relações e pensar sobre eles de forma crítica e criativa. Isso só é possível com referenciais teóricos e conceituais. Ao abandonar a atenção aos domínios conceituais próprios das diferentes disciplinas, a proposta do MEC não só dificulta uma visão interdisciplinar e contextualizada do mundo, mas pode levar à formação de uma geração de jovens pouco qualificados, manipuláveis, incapazes de criar e condenados aos trabalhos mais simples, cada vez mais raros e mal remunerados. É isso que se quer para o país?

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Professor, confira sua referência e triênio

Verifique seu tempo de serviço e compare com a tabela de referências

       A Lei 1614/90, referente ao Plano de Carreira do Magistério Público Estadual, prevê uma ascensão a cada cinco anos de trabalho ou por formação. O quadro é composto por nove referências, com acréscimo de 12% nos vencimentos.

      Depois da verificação de seus dados com as tabelas, quem estiver com seus dados incorretos deve entrar em contato com o Departamento Técnico pelo telefone (21) 2717-6025 e e-mail: tecnico@uppes.com.br.

 Triênios

      Com relação aos triênios, para verificação de que o pagamento está sendo efetuado de forma correta, o professor também deverá adotar o mesmo procedimento adotado em relação às referências e buscar o Departamento Técnico em caso de erro.

Tabela Ref Tri